Azeredo Lopes vai ser julgado no caso de Tancos

Lusa 26 de junho de 2020
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Todos os arguidos no caso de Tancos vão a julgamento. O antigo ministro da Defesa vai ser julgado por quatro crimes.

O juiz de instrução Carlos Alexandre decidiu esta sexta-feira levar a julgamento os 23 arguidos do processo sobre o furto das armas de Tancos, entre os quais Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, nos exatos termos da acusação, segundo fonte da defesa.

Azeredo Lopes
Coronel Luis Vieira ex-diretor PJM
Furto / roubo de armas na Base Militar de Tancos. João Paulino, arguido do furto de armas em Tancos.
Azeredo Lopes
Coronel Luis Vieira ex-diretor PJM
Furto / roubo de armas na Base Militar de Tancos. João Paulino, arguido do furto de armas em Tancos.

O juiz Carlos Alexandre confirmou a acusação de Azeredo Lopes de denegação de justiça e prevaricação, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder e denegação de justiça, num processo que investigou o furto e a encenação do achamento do armamento furtado dos paióis de Tancos.

O processo de Tancos tem 23 acusados, incluindo o ex-ministro da Defesa, o diretor nacional da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira, o ex-porta-voz da PJM Vasco Brazão e o ex-fuzileiro João Paulino, que segundo o Ministério Público foi o mentor do furto, os quais respondem por um conjunto de crimes que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

Nove dos arguidos são acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais e os restantes 14, entre os quais Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo político no seguimento do processo, e os dois elementos da PJM, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

O Ministério Público tinha pedido que todos os arguidos fossem a julgamento nos exatos termos em que foram acusados e o juiz concordou.

O caso do furto das armas foi divulgao pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

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