Ana Peres, a juíza discreta dos grandes casos

Ana Peres, a juíza discreta dos grandes casos
Diogo Barreto 04 de janeiro de 2019

Liderou o julgamento do processo Casa Pia e decidiu não levar a SAD do Benfica a julgamento no caso E-toupeira. Desde então tem sido alvo de notícias falsas.

Ana Peres tinha 50 anos quando terminou o julgamento do processo de pedofilia na Casa Pia, em 2010. A juíza responsável pela condenação de seis dos sete arguidos a pena de prisão havia-se tornado um dos mais conhecidos rostos da justiça portuguesa. E o seu nome voltou à ribalta, oito anos depois, desta vez ligado ao caso E-Toupeira, do Benfica. A juíza decidiu, na fase de instrução do processo, não levar a SAD encarnada a julgamento. A decisão incomodou várias pessoas e originou uma onda de partilha de notícias falsas que punham em causa a juíza.

A juíza é descrita como reservada e nunca deu uma entrevista, apesar de ter sido um dos rostos de um dos casos mais mediáticos na história da justiça portuguesa: o caso de pedofilia na Casa Pia. As suas aparições são raras, mas a imagem do seu cabelo loiro está ainda presente na mente de muitos portugueses, o que levou a que muitos acreditassem numa publicação feita na página de apoio ao FC Porto intitulada "Diário dos Dragões".

Na referida publicação feita no Facebook da página era partilhada uma imagem onde aparecia, na bancada do Benfica, o primeiro-ministro António Costa e o ministro das Finanças Mário Centeno e uma mulher que a página sugere ser Ana Peres, anteriormente apelidada de "águia de ouro ou toupeira de ouro" pela mesma página.

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