Adesão à greve na ASAE ronda os 80%

Lusa 09 de outubro de 2017
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O sindicato justifica a adesão à greve com o "descontentamento muito significativo" que existe entre os inspectores.

A adesão à greve dos trabalhadores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ronda os 80%, disse fonte sindical, sublinhando que estes números mostram "um descontentamento muito significativo" dos inspectores.

D.R.
Os números mostram "um descontentamento muito significativo" dos trabalhadores, porque "há muito tempo que se anda a negociar a carreira, sempre estiveram propostas em cima da mesa", mas "a intransigência do Ministério da Finanças acaba por não criar as condições para que a negociação da carreira tivesse chegado ao fim com sucesso", disse à agência Lusa José Abraão, dirigente da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP),

"Foi dado um passo no sentido de aplicar as carreiras de inspectores superiores mas é pouco, fica muito aquém das expectativa dos trabalhadores", acrescentou José Abraão.

Contactado pela Lusa, o presidente da direcção nacional da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE (ASF-ASAE), Bruno Figueiredo, avançou alguns dados a nível das unidades operacionais da periferia, nomeadamente em Castelo Branco e Mirandela.

Dos oito inspectores da unidade operacional de Castelo Branco, sete estão em greve, disse Bruno Figueiredo, acrescentado que na unidade de Mirandela a adesão ronda os 90% e no Porto é de cerca de 80 por cento.

Aludindo à concentração marcada para hoje junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, Bruno Figueiredo disse que são esperados entre 100 a 120 inspectores, que representam cerca de metade do total de trabalhadores.

Os trabalhadores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica iniciaram hoje às 00h00 uma greve pela valorização do estatuto de carreira dos inspectores, entre outras reivindicações.

Pedro Miguel Antunes, presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais da ASAE, referiu à Lusa que a greve se concretizou face à ausência de qualquer resposta do Ministério das Finanças às pretensões dos trabalhadores.

Além da valorização da carreira, os inspectores da ASAE exigem um regime de horário de trabalho que reconheça o carácter de disponibilidade permanente e o reconhecimento e devida protecção dos riscos associados às funções.

Um procedimento justo na transição para a carreira especial de inspecção, melhores condições de aposentação e tratamento igualitário aos restantes inspectores dos órgãos de polícia criminal são outras das questões que os trabalhadores da ASAE querem ver resolvidas e que motivaram a greve.
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