Acidente na estrada matou estafeta. O que protege quem nos entrega comida?

Acidente na estrada matou estafeta. O que protege quem nos entrega comida?
Leonor Riso 27 de abril

Em abril, um estafeta morreu num acidente de viação em Lisboa. Plataformas disponibilizam seguros aos estafetas, mas valores pagos são baixos. E provar para que empresa se trabalhava também pode ser difícil.


O carro à frente de João, 42 anos, sinalizou para a esquerda demasiado tarde e foi inevitável: deu-se o choque e a queda que deixaram o estafeta da plataforma Glovo com a rótula partida. O acidente ocorreu a 28 de janeiro de 2020, junto ao centro comercial Oeiras Parque, e só um ano depois é que João voltou a andar normalmente.

"Fiquei quatro meses imobilizado", relata à SÁBADO. "Depois começou a pandemia e não tive condições para fazer fisioterapia", o que atrasou a recuperação. Depois do acidente, João nunca perdeu a consciência, o que lhe permitiu comunicar o acidente através da app da Glovo ao serviço de suporte. Este encaminhou-o para um email sediado em Espanha para ativar o seguro da Qover.

A plataforma tem um seguro sem custos para os estafetas e "é aplicável a um vasto leque de situações, incluindo ferimentos ou mortes", indica fonte oficial à SÁBADO. Para aceder ao dinheiro, João teve que enviar vários documentos: o contrato da Glovo, uma justificação em como estava a trabalhar (tirou printscreens ao ecrã do telemóvel mostrando o pedido e a conversa com o chat de suporte), fotografias do acidente, relatório médico e a baixa médica. 

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