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Mau tempo: Forças Armadas resgataram hoje 83 pessoas e 15 animais

Lusa 06 de fevereiro de 2026 às 22:53
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Desde 28 de janeiro já estiveram empenhados 11.666 militares, com 1.356 viaturas e 125 máquinas de engenharia.

As Forças Armadas tiveram esta sexta-feira no terreno mais de 2.800 militares no apoio à população, tendo realizado o resgate de 83 pessoas e 15 animais, construído barreiras de contenção e executado 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos.

Um militar resgata uma ovelha na zona que ficou submersa pela subida da água do Rio Lis devido ao mau tempo, em Leiria
Um militar resgata uma ovelha na zona que ficou submersa pela subida da água do Rio Lis devido ao mau tempo, em Leiria ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

De acordo com o balanço divulgado hoje pelo gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), as Forças Armadas empenharam 2.805 militares, 367 viaturas e 27 máquinas de engenharia em cerca de 40 concelhos.

Esteve também no terreno com 55 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias.

O EMGFA sublinhou que perante o "agravamento severo das condições atmosféricas, que provocaram um alagamento acentuado de áreas inundadas", realizaram o resgate de 83 pessoas e 15 animais, colocaram em segurança 10 cavalos e 70 vacas, construirão barreiras de contenção e realizaram o transporte e distribuição de bens essenciais, como água e alimentos.

As Forças Armadas garantiram ainda o fornecimento de informação geoespacial de apoio à simulação de cenários de inundações para identificação das áreas afetadas, fizeram 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos, realizaram operações de bombagem de águas e trabalhos de apoio técnico a infraestruturas essenciais ou reforçaram as capacidades de produção de energia elétrica, através do emprego de geradores.

Desde 28 de janeiro já estiveram empenhados 11.666 militares, com 1.356 viaturas e 125 máquinas de engenharia.

Entre as ações realizadas, estão o resgate de 215 pessoas, 549 refeições distribuídas e 381 instalações para banhos ou 1.860 camas disponibilizadas em 15 unidades militares.

As Forças Armadas já repararam também mais de 86 habitações e edifícios públicos, disponibilizaram 42 equipamentos Starlink, têm 53 satélites em uso e forneceram 120 geradores, entre outras ações.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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