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Presidenciais: Marques Mendes quer "ajudar a governar melhor" o país a partir de Belém

Lusa 04 de janeiro de 2026 às 20:54

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse querer ajudar para que "a saúde funcione melhor, as listas de espera possam diminuir".

O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu este domingo que um Presidente da República "pode ajudar a governar melhor" e considerou que o país precisa de "alguém que não é um tiro no escuro, nem é experimentalista".
Marques Mendes não revela detalhes sobre ganhos financeiros e clientes da sua empresa familiar Rodrigo Antunes/Lusa/EPA
"Espero ser Presidente da República, não por causa de nenhum currículo, mas por causa de uma ideia. Quero ajudar a que a vida das pessoas seja menos difícil no futuro, não seja mais do mesmo, não seja igual àquilo que sempre foi", afirmou o candidato. Discursando numa sessão de esclarecimento num espaço para eventos em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), Luís Marques Mendes defendeu que um Presidente da República "não governa, mas pode ajudar a governar melhor". No dia em que contou com a presença do primeiro-ministro na sua campanha, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse querer ajudar, a partir de Belém, para que "a saúde funcione melhor, as listas de espera possam diminuir", as "urgências nos hospitais possam ser menos pesadelo do que são" e a "habitação seja menos pesadelo do que é hoje". "Eu quero ajudar, ouvindo as pessoas, dialogando com as pessoas, exercendo depois influência nos decisores políticos", concretizou, defendendo que desta forma a democracia sai reforçada. Referindo-se igualmente aos reformados e aos "mais vulneráveis", Luís Marques Mendes disse querer representar as "pessoas verdadeiramente de carne e osso". "Não é a macropolítica, não, são as questões do dia-a-dia de muitos portugueses. E também não é apenas por uma questão de combater os extremismos ou os populismos, é também, mas é sobretudo para dar esperança às pessoas", indicou. O candidato a Belém disse ainda querer ser "o Presidente da estabilidade", porque "o país precisa disso como pão para a boca", aludindo a um parlamento "muito dividido, muito fragmentado" e a um "Governo minoritário". Luís Marques Mendes salientou que "quem sofre com a falta de estabilidade são as pessoas", porque quando "a agenda é marcada pela conflitualidade política, não é marcada pela preocupação de resolver os problemas concretos da vida das pessoas". Referindo a situação internacional, que classificou como "difícil, instável, incerta e perigosa", defendeu que "o mais avisado é ter na Presidência da República alguém com experiência, alguém com conhecimento, alguém com preparação, alguém que não é um tiro no escuro nem é experimentalista", rejeitando acrescentar "instabilidade cá dentro" à "instabilidade que já vem lá de fora". Num discurso de cerca de 20 minutos, falou também para os jovens, que são "uma das razões fundamentais" que o levaram a candidatar-se. "Quando eu assumi o compromisso de colocar um jovem no Conselho de Estado, não se trata de um exercício de `marketing´. Trata-se de um sinal em favor da juventude. Aquilo que eu pretendo é, sobretudo, colocar a juventude portuguesa no centro das atenções, na agenda política, pública e mediática nacional, dar mais voz aos jovens, dar mais poder aos jovens, dar-lhes mais capacidade de intervenção e de participação", realçou. Marques Mendes considerou ainda que "uma nação quase a fazer 900 anos de vida e 900 anos de História, tem que ser tratada com responsabilidade, com sentido de Estado, sem andar aos ziguezagues, sem cata-ventos, sem maledicências, sem politiquice, sem baixa política, a pensar acima de tudo em Portugal e no futuro dos portugueses". Com o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, na plateia que não encheu, Marques Mendes assinalou que a vida política dos dois "foi sempre muito próxima", apesar de "um momento de divergência", na verdade, duas, quando os dois disputaram a liderança do PSD. "Não tem drama nenhum, é democracia. Mas houve dezenas e dezenas de momentos de convergência", salientou, considerando que a sua "candidatura está aqui para unir e não para dividir, está para aproximar e não para separar".
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