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Presidenciais: Catarina Martins acusa ministra do Trabalho de ser “problema para o país"

16 de janeiro de 2026 às 18:13

Catarina Martins referia-se a declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho que, sobre o despedimento de 163 trabalhadores na Yazaki Saltano disse que os despedimentos em Portugal são “baixíssimos”.

A candidata presidencial Catarina Martins afirmou esta sexta-feira que a ministra do Trabalho é “um problema para o país, não uma solução”, e criticou as declarações da governante a propósito do despedimento de 163 trabalhadores de uma fábrica em Ovar.
Catarina Martins discursa para jornalistas com microfones Medialivre
“São declarações de uma enorme insensibilidade para com aquelas mulheres, sobretudo mulheres, que perderam o emprego agora, e são também uma enorme irresponsabilidade para com a economia do país”, considerou. Catarina Martins referia-se a declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho que, a propósito do despedimento de 163 trabalhadores na Yazaki Saltano, após ter dispensado mais de 300 em meados de 2025, ressalvou que os despedimentos em Portugal são, atualmente, “baixíssimos”. Questionada pelos jornalistas, no final de uma visita às oficinas da CP e do Metro do Porto em Guifões, Matosinhos, a candidata às eleições presidenciais ainda não tinha ouvido as declarações da ministra, mas estava informada sobre o teor e deixou críticas. “Falar com esta leviandade do que está a acontecer é um insulto a cada uma destas mulheres e é uma irresponsabilidade quando se olha para a economia portuguesa, porque é precisamente destas operárias especializadas extraordinárias que o nosso país precisa e que devemos respeitar”, defendeu. Quanto à ministra, cuja política tem criticado devido ao pacote laboral, Catarina Martins considerou que Maria do Rosário Palma Ramalho “claramente é um problema para o país, não é uma solução”. “Eu não sei em que mundo é que a ministra vive, mas não vive no mundo das pessoas que trabalham em Portugal. As pessoas em Portugal querem um emprego, querem um emprego estável e querem um emprego com um salário digno. É disso que precisam”, acrescentou. Nas oficinas da CP e do Metro, onde ouviu o lamento de trabalhadores sobre as condições de trabalho, mas também de responsáveis sobre a dificuldade em manter ali profissionais qualificados face à concorrência, Catarina Martins defendeu “uma economia qualificada, de salários dignos”. “Quero um país que tenha indústria e quero um país que tenha os serviços públicos do que precisa e que sirvam toda a população”, sublinhou.
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