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Boletins de voto na segunda volta só terão o nome dos dois candidatos

Lusa 17:58
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Vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio tanto no estrangeiro como no território nacional.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais vão ter os nomes de dois candidatos.

Homem deposita boletim numa urna durante votação
Homem deposita boletim numa urna durante votação Lusa

"No estrangeiro e no território nacional, seja para o voto antecipado, seja para os dias da votação, vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio, com dois candidatos", indica a CNE, em comunicado, frisando que "qualquer informação em contrário não corresponde à verdade".

A CNE admite que poderá haver uma "situação excecional", designadamente quando os boletins de voto não sejam recebidos a tempo em algum local no mundo, mas ressalva que "só nesse caso é que será utilizado o do primeiro sufrágio".

Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta no domingo, haverá uma segunda volta em 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.

Os boletins de voto para as eleições presidenciais de domingo vão ter o nome de 14 candidatos, apesar de só 11 concorrerem à Presidência da República, estando incluídos os três candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional, após não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas: Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde, sendo eles Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.