Sábado – Pense por si

João Paulo Batalha
João Paulo Batalha
30 de julho de 2026 às 07:10

A fúria do herói

Luís Neves defendeu a sua honra. A das instituições é mais difícil de defender.

Não valia a pena ter esperado tanto tempo. Ao fim de semanas em suspenso, o ministro da Administração Interna e defender o seu legado na Polícia Judiciária. O tom da conferência de imprensa de ontem bate certo com a sua imagem de polícia duro e eficaz. Nesse sentido, a comunicação correu-lhe bem, mesmo que as explicações : a contratação particular de um fornecedor da PJ foi uma imprudência, mas Luís Neves não recebeu favores nem lucrou com isso. A saga do atrelado foi uma forma expedita de resolver uma chatice, mas deixou um travo amargo a informalidade. O resto são papeladas menores sobre obras, licenciamentos e declarações de património que se resolvem com boa vontade e que, de qualquer modo, são mais para entreter burocratas do que para empatar homens de ação.

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