O confinamento da Justiça
António Ventinhas Magistrado
26 de janeiro

O confinamento da Justiça

Os cidadãos são convocados para comparecerem a actos processuais e respondem com a sua presença. Enquanto esperam a sua vez, as testemunhas confraternizam para passar o tempo. O Estado está a propiciar ajuntamentos que deveriam ser evitados.

O grau de contágio resultante da epidemia atingiu o seu nível máximo. Os hospitais encontram-se sobrelotados, os profissionais de saúde exaustos e o número de mortos bate recordes todos os dias. Há cerca de um ano, o confinamento foi decretado com base num número de contágios diários que hoje é considerado insignificante. A situação é muito grave e está a tornar-se dramática, como relatam diariamente médicos e enfermeiros. É imperioso diminuir a propagação do vírus, sob pena de se instalar o caos. Neste momento não é possível determinar todas as cadeias de transmissão que se encontram activas. O vírus está tão difundido que o risco de contágio é extremamente elevado.

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