Bastidores: Conversa com Tony Carreira
Carlos Torres Editor Executivo
30 de novembro de 2021

Bastidores: Conversa com Tony Carreira

Tony Carreira aceitou falar com a jornalista Raquel Lito antes de ir visitar o jazigo da filha, no cemitério dos Prazeres. Também pedimos a um especialista para analisar os sinais de João Rendeiro e perceber se falava verdade ou mentira. E levámos o André Ventura em cartão ao congresso do Chega.

A jornalista Raquel Lito combinou encontrar-se com o cantor Tony Carreira num café, em frente ao cemitério dos Prazeres, em Lisboa. Como o espaço estava fechado, foram para outro, vegan, nas imediações, completamente vazio. Durante 40 minutos, ele contou como tem sido a dor da perda da filha (que morreu num acidente a 5 de dezembro de 2020, na A1), falou da criação da Associação Sara Carreira como forma de a homenagear, do enfarte de miocárdio que sofreu em junho, do seu recente disco e da necessidade que tem de cantar. No fim, o músico foi fazer a habitual visita ao jazigo da filha.

Hitler, Estaline e a jarra na prateleira
O historiador Laurence Rees, autor de vários livros sobre a II Guerra Mundial, conversou via Skype com a subeditora Vanda Marques. Falou do novo livro, onde compara Hitler e Estaline – dois líderes cruéis e focados em criar um novo mundo. Um dos alertas que deixa é que as coisas podem mudar rapidamente. “Até 1944, os judeus na Hungria não acreditavam que iam ser perseguidos. Em março desse ano, Hitler invadiu o país, em dias são identificados os judeus, e em semanas milhares foram mortos. Achamos que por estarmos em democracia há tanto tempo, as coisas não mudam. Mas não é assim. É como uma jarra frágil que está há anos na prateleira: basta um empurrão e acabou.”


Uma foto de Ventura em cartão
Aproveitando o congresso do Chega, no fim de semana, o jornalista Alexandre R. Malhado levou André Ventura a passear pela reunião magna. Ou, pelo menos, uma figura de cartão em tamanho real. Viajou 300 km de Lisboa a Viseu e, por onde passou, suscitou curiosidade, risos e comentários. Mal o repórter da SÁBADO chegou ao Expocenter, os delegados aproximaram-se maravilhados com o seu líder em cartão, a pedir para tirarem fotos.

Ana Taborda convidou o especialista Alexandre Monteiro para analisar o que era verdade e mentira na entrevista de João Rendeiro. E acabou apanhada pelo decifrador
Ana Taborda convidou o especialista Alexandre Monteiro para analisar o que era verdade e mentira na entrevista de João Rendeiro. E acabou apanhada pelo decifrador

Ele até decifra um ataque de tosse
Alexandre Monteiro está habituado a decifrar pessoas. É essa a sua especialidade. Foi isso que lhe pedimos que fizesse com a entrevista de João Rendeiro à CNN Portugal – perceber se o ex-banqueiro estava a mentir. O que a redatora principal Ana Taborda não esperava era que também fosse apanhada pela teia do decifrador. Estavam no estúdio, a filmar, quando tentou controlar um ataque de tosse. Antes de isso acontecer, já Alexandre lhe tinha perguntado se estava bem e se não precisava de tossir. Como é que percebeu? Ele explica: pela mudança do comportamento padrão, por ter revelado sinais de tensão (fechar a mão) ou por ter “enrugado o centro da testa, em sinal de sofrimento”.

Mais crónicas do autor
11 de maio

Uma família notável

Contamos a saga dos Sousa Tavares, família de artistas, escritores, advogados e jornalistas; traçamos o perfil do milionário francês Julien Labrousse, que está a investir em Portugal; e fizemos detergentes caseiros para levar uma vida mais sustentável

05 de maio

Onde a SÁBADO ganha forma

Ao celebrarmos o nosso 18º aniversário, qual é o melhor lugar para fazer a nossa fotografia de família, apesar de muitos não terem podido estar presentes? A gráfica onde a revista é impressa, pois claro.

05 de maio

Os nossos 18 anos

Procurámos que a SÁBADO se mantivesse um exemplo de diversidade temática e noticiosa, acessível a todos os públicos, nunca nos esquecendo da necessidade de, semanalmente, surpreender o leitor para manter a sua preferência.

27 de abril

Negócio das casas em alta

Nesta edição encontra os melhores negócios para comprar, vender e trocar de casa. E ainda: a (nada breve) história do populismo português; as memórias de Carlos Tê e o que aconteceu a letras de canções como Chico Fininho ou Porto Covo.

20 de abril

Uma atriz que não era diva

Há nesta SÁBADO muitas histórias de Eunice Muñoz, que colegas, familiares e amigos retratam como uma grande atriz sem ser uma diva (isto é, sem vedetismos). E temos ainda o caos no PPM, um jogo de ténis especial e o perfil de Gilmario Vemba – a conversa foi a seguir à derrota do Sporting, e por isso o humorista não estava lá muito contente.

Mostrar mais crónicas