A Alemanha é o segundo maior apoiante, a seguir aos Estados Unidos.
O ministro ucraniano da Defesa, Denys Shmyhal, anunciou esta sexta-feira que o apoio militar internacional ao país sob invasão russa aumentou 30% em 2025, alcançando o valor recorde de 45 mil milhões de dólares (38,4 mil milhões de euros).
Soldado ucraniano manuseia arma perto de DnipropetrovskAP
Shmyhal afirmou, em comunicado citado pela imprensa ucraniana, que a assistência internacional em matéria de segurança à Ucrânia está a tornar-se "de longo prazo e sistemática", reforçando a capacidade do país para travar a agressão russa e manter as suas capacidades de Defesa.
Segundo o ministro, a Alemanha tornou-se no ano passado o segundo maior apoiante militar de Kiev, a seguir aos Estados Unidos, tendo fornecido aproximadamente 28 mil milhões de euros desde o início da invasão.
Em março, Berlim aprovou mais 3 mil milhões de euros de apoio para 2025, incluindo sistemas de defesa aérea IRIS-T, munições, 'drones' e veículos blindados.
Globalmente, as principais áreas de apoio no ano passado incluíram armas e munições, defesa aérea e antimíssil, investimento na produção e aquisição conjuntas para a indústria de Defesa, bem como formação, reparações, apoio técnico e logística.
Mais de 6 mil milhões de dólares foram alocados ao desenvolvimento do complexo industrial de defesa da Ucrânia, incluindo projetos implementados no âmbito do chamado modelo dinamarquês de financiamento e produção conjuntos, que permite aos parceiros financiar a produção de armas diretamente no país, em vez de enviarem equipamento dos seus stocks.
A Ucrânia recebeu também quase 3 mil milhões de dólares gerados pelos lucros de ativos russos, congelados na União Europeia e no Reino Unido, que foram utilizados para comprar armas e apoiar o setor de Defesa.
A UE mantém congelados aproximadamente 210 mil milhões de euros em ativos fixos do banco central russo, principalmente no depositário Euroclear, com sede em Bruxelas.
Embora Kiev tenha pressionado para o confisco total, os aliados ocidentais limitaram-se até agora a transferir lucros extraordinários gerados por estes fundos congelados.
Paralelamente, a NATO confirmou que a ajuda no âmbito da sua iniciativa PURL atingirá os 60 mil milhões de dólares (51,2 mil milhões de euros) em 2026, cobrindo metade do orçamento de defesa projetado para a Ucrânia, de 120 mil milhões de dólares.
A Alemanha lidera as promessas de ajuda para 2026 com 11,5 mil milhões de euros, o maior compromisso de um só país.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
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