O Presidente norte-americano continua a recorrer à sua arma favorita contra os parceiros comerciais: as tarifas. Esta sexta-feira, Trump anunciou que caso a multa de 890 milhões de euros aplicada por Bruxelas à Google não seja "revertida" irá aplicar novas taxas a bens europeus.
Numa publicação na rede social Truth Social, Trump diz que os EUA irão lançar uma investigação "à prática de roubar empresas americanas, e, assim, os contribuintes norte-americanos".
"Ou as multas são revertidas na totalidade ou antecipamos uma tarifa substancial a aplicar sobre eles [União Europeia] tão cedo quanto possível", escreveu.
As tarifas têm sido a principal arma negocial de Trump para alcançar vantagens nas relações comerciais com muitos dos principais parceiros da maior economia mundial. No entanto, a sua eficácia tem diminuído com os constantes avanços e recuos do chefe de Estado norte-americano nessa matéria.
A nova ameaça de tarifas surge quando está prestes a assinalar-se um ano do acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia, que previa tarifas de 15% aos bens importados pelos EUA oriundos do bloco europeu. Entretanto, na noite de quinta-feira, Washington indicou que iria aplicar tarifas de 10% aos bens europeus devido ao trabalho forçado. Esta medida ocorre após as tarifas impostas unilateralmente por Trump terem sido consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal norte-americano, o que levou várias empresas a recorrerem à justiça para exigir o reembolso das tarifas que tinham pago até à decisão judicial.
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