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Socialista Emmanuel Grégoire vence Câmara de Paris e sucede a Anne Hidalgo

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Os eleitores franceses voltaram às urnas no domingo para a segunda e última volta das eleições municipais em mais de 1.500 municípios.

Amplamente apontado como o vencedor em Paris, o socialista Emmanuel Grégoire torna-se, este domingo, o novo presidente da Câmara Municipal da capital francesa, sucedendo à sua colega de partido Anne Hidalgo. As colocam-no muito à frente da sua rival conservadora Rachida Dati, que já reconheceu a derrota.

Emmanuel Grégoire, presidente da Câmara de Paris
Eleições Municipais em França
Emmanuel Grégoire, presidente da Câmara de Paris
Eleições Municipais em França

Os eleitores franceses voltaram às urnas no domingo para a segunda e última volta das eleições municipais em mais de 1.500 municípios.

No seu discurso de vitória considerou que "Paris decidiu manter-se fiel à sua história" e agradeceu aos eleitores "que escolheram a união da esquerda e os ecologistas". "Paris será o coração da resistência contra a aliança da direita que quer tirar-nos aquilo que temos de mais precioso e frágil: a simples alegria de vivermos juntos", declarou. "Paris é esta promessa e comprometo-me a cumprir esta promessa nos próximos seis anos", afirmou. 

Grégoire saudou ainda Rachida Dati, afirmando que o seu gabinete está sempre aberto "à oposição" e homenageou Sophia Chikirou, a  candidata pela França Insubmissa, "cujo resultado nos lembra que o desejo de solidariedade está profundamente enraizado na alma parisiense". 

Segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), a afluência às urnas às 17h00, hora local, 16h00 em Portugal Continental, era de pouco mais de 48%, superior à registada nas eleições de 2020, realizadas durante a pandemia de COVID-19.

Estas eleições, que tiveram início na semana passada e terminaram hoje, estão a ser vistas como um possível presságio para as eleições presidenciais do próximo ano. Entre as preocupações notadas pela publicação norte-americana está a de saber se a França se encontra à beira de uma onda populista de extrema-direita semelhante ao que aconteceu na Argentina e na Itália nos últimos anos. 

Os candidatos de extrema-direita tiveram um forte desempenho na primeira volta das eleições em grandes cidades como Marselha, Nice e Toulon. Isto pode cimentar a posição do partido atualmente liderado por Jordan Bardella, que sucedeu a Marine Le Pen, Reagrupamento Nacional, que lidera as sondagens das eleições presidenciais. 

Em atualização

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