Skripal. G7 e UE responsabilizam russos

Lusa 17 de abril de 2018
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Os ministros do G7 e da União Europeia consideram que o uso de agente químico é inaceitável e responsabilizaram a Rússia pelo envenenamento dos Skripal.

Sergei Skripal e a filha, Yulia, lutam pela vida num hospital britânico
Sergei Skripal
Filha de Sergei Skripal, yulia
Sergei Skripal e a filha, Yulia, lutam pela vida num hospital britânico
Sergei Skripal
Filha de Sergei Skripal, yulia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 e da União Europeia (EU) condenaram o ataque contra o ex-espião russo Serguei Skripal e a sua filha Yulia, responsabilizando a Rússia pelo uso de um composto químico altamente tóxico.

Num comunicado divulgado segunda-feira à noite em Otava, Canadá, os ministros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão) assinalaram que "este uso de um agente nervoso de nível militar, de um tipo desenvolvido pela Rússia, constitui o primeiro uso ofensivo de um agente nervoso na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e é um grave desafio".

"O seu uso é detestável, completamente inaceitável e deve ser condenado sistemática e rigorosamente", acrescentaram os ministros, depois de serem informados pelas autoridades do Reino Unido dos detalhes do ataque que aconteceu a 4 de março na localidade britânica de Salisbury.

O G7 comprometeu-se ainda a "proteger e promover o sistema internacional baseado em normas" e denunciou que o ataque a Skripal e à sua filha aconteceu no contexto de "uma série de acções prévias irresponsáveis e desestabilizadoras da Rússia, incluindo a interferência em sistemas democráticos de outros países".

Finalmente, o grupo das sete maiores economias mundiais pediu à Rússia que cumpra as suas obrigações para com a Convenção de Armas Químicas e disse que continuará a desenvolver as suas capacidades para responder a "ameaças híbridas", como cibersegurança, comunicações estratégicas e contrainteligência.

O envenenamento do ex-espião duplo, Serguei Skripal, de 66 anos, e da sua filha, Yulia, em solo britânico, provocou uma das piores crises nas relações entre a Rússia e o ocidente desde a guerra fria e conduziu a uma vaga histórica de expulsões recíprocas de diplomatas.

Londres acusa Moscovo de envolvimento neste envenenamento através da utilização de um agente neurotóxico, conhecido como novichok, enquanto a Rússia desmente as acusações e denuncia uma "provocação" e uma "campanha antirrussa".

O Governo português chamou, a 27 de Março, o embaixador português em Moscovo, Paulo Vizeu Pinheiro, na sequência do ataque. Também a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, chamou o representante dos 28 em Moscovo, mas quase todos os países do bloco europeu — à exceção de Portugal e outros cinco Estados – optaram por expulsar diplomatas russos.
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