Sete membros dos Capacetes Brancos foram mortos na Síria

Lusa 12 de agosto de 2017
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Os responsáveis entraram no centro da organização de resgate dos Capacetes Brancos e abriram fogo contra os socorristas, no noroeste da Síria

Desconhecidos mataram hoje sete membros dos Capacetes Brancos após entrarem no centro desta organização de resgate e abrirem fogo contra os socorristas, no noroeste da Síria.

SAMEER AL-DOUMY/AFP/Getty Images
O ataque, o primeiro deste género que acontece contra os Capacetes Brancos, aconteceu em Sarmine, uma cidade na província de Idleb, de acordo com informações da página na Internet da instituição.

"Desconhecidos entraram de madrugada no centro da defesa civil em Sarmine e abriram fogo, matando sete voluntários", informou a organização, que opera em áreas fora do controlo do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Dois pequenos autocarros, capacetes (usados pelas equipas de resgate) e aparelhos de comunicação foram roubados", de acordo com a organização.

Não está ainda claro o propósito dos sete assassínios, se foi somente para roubar ou se há motivações políticas.

"Os sete socorristas foram abatidos com uma bala na cabeça", disse à agência de notícias AFP Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Dezenas de pessoas participaram nos funerais em Sarmine, segundo um correspondente da AFP no local.

Candidatos ao prémio Nobel da Paz em 2016, os Capacetes Brancos saíram do anonimato graças aos vídeos colocados nas redes sociais, mostrando as acções dos socorristas, nomeadamente no salvamento sobreviventes de escombros dos imóveis bombardeados na Síria.

Os socorristas insistem que são neutros e não tem afiliações com grupos políticos ou armados, sendo financiados por vários países, como Reino Unido, Holanda, Alemanha, Japão ou Estados Unidos.

A cidade de Sarmine, como grande parte da província de Idleb, desde Julho é controlada pelo grupo Tahrir al-Cham, uma coligação de jihadistas, um ex-braço da Al-Qaida.

Desde 2011, a guerra na Síria já fez mais de 300 mil mortos e milhões de deslocados ou refugiados.
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