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República Democrática do Congo eleva para 515 o número de casos de Ébola confirmados

Surto de Ébola no país já causou 91 mortos.

As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 515 os casos confirmados no surto de Ébola declarado a 15 de maio no leste do país, que causou já 91 mortos.

República Democrática do Congo eleva para 515 o número de casos de Ébola confirmados
República Democrática do Congo eleva para 515 o número de casos de Ébola confirmados Foto AP/Moses Sawasawa

No último boletim sobre a doença, divulgado na noite de domingo e com dados até sábado, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indicou que foram registados 27 novos casos nas 24 horas anteriores à publicação do relatório.

“As atividades de assistência, prevenção e sensibilização comunitária continuam nas zonas afetadas”, informou o Ministério da Comunicação congolês através da rede social X.

Segundo as autoridades, 283 pacientes estão “hospitalizados ou em isolamento” e o número de pessoas curadas subiu para doze, mais três do que no último contagem, enquanto as zonas de saúde afetadas em três províncias congolesas se mantêm em 25.

Além disso, 50,3% dos contactos já foram rastreados – uma taxa inferior aos 67,2% do relatório anterior – e a taxa de letalidade situa-se em 17,7%.

O surto foi declarado em Ituri - província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda - que continua a ser o epicentro com 487 casos, mas propagou-se às províncias orientais de Kivu Norte (25) e Kivu Sul (3).

A epidemia expandiu-se também ao Uganda, onde foram detetados até agora 19 casos, incluindo 14 considerados importados da RDCongo, entre os quais dois óbitos.

O surto corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera “alto” o risco de surto em África subsariana e “baixo” a nível global.

A OMS considera que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto, que foi classificado a 17 de maio como “emergência de saúde pública de importância internacional”.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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