Navio humanitário com 65 migrantes a bordo continua a dirigir-se para a ilha.
As autoridades maltesas proibiram hoje a entrada nas suas águas territoriais do navio humanitário Alan Kurdi, com 65 migrantes a bordo, que continua a dirigir-se para Malta, após ter sido recusado pelas autoridades italianas.
Apesar do aviso, lançado por um porta-voz das Forças Armadas de Malta, o Alan Kurdi continua a deslocar-se rumo ao país insular no meio do Mediterrâneo. De acordo com o Twitter da Sea Eye, encontram-se três pessoas a precisar de cuidados médicos urgentes a bordo.
"Nós não podemos esperar até nos encontrarmos em estado de emergência. Devemos agora ver se os governos europeus apoiam a posição de Itália. As vidas humanas não são moedas de troca", comentou a Organização Não-Governamental (ONG) alemã Sea Eye, dona do navio, no Twitter.
In the evening, the #AlanKurdi changed its course towards Malta.
We can not wait until the state of emergency prevails.
Now it has to be proven whether the European governments stand by Italy's attitude.
Ao mesmo tempo, as forças armadas maltesas anunciaram ter socorrido hoje um grupo de 50 migrantes que se encontrava a bordo de uma embarcação a naufragar na sua zona oficial de socorro no mar.
Os homens foram recolhidos por um navio de patrulha e devem chegar a Malta hoje à noite.
As autoridades italianas confiscaram hoje, no porto de Lampedusa, uma outra embarcação de salvamento, depois de permitirem a retirada para terra dos 41 migrantes que transportava sem permissão do Governo italiano, resgatados na quinta-feira em águas internacionais do Mediterrâneo.
O pequeno veleiro Alex, da organização italiana Mediterranea, ignorou a política de portos fechados à imigração do ministro do Interior italiano Matteo Salvini, alegando que a bordo se vivia uma situação insustentável, sem condições para tantas pessoas a bordo (o veleiro tem capacidade para apenas 18 passageiros).
Refugiados do Alan Kurdi à deriva: Malta impede entrada do navio
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