Acordo de paz deverá incluir um compromisso do lado iraniano em não obter armas nucleares e em reabrir o Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou este domingo que "o acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irão foi concluído" e que este vai abranger o Líbano.
O presidente Donald Trump desembarca do Air Force One Foto AP/Mark Schiefelbein
“Ambos os lados declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”, escreveu este domingo nas redes sociais.
Segundo Shehbaz Sharif, "a cerimónia oficial de assinatura será na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça", mas antes disso ainda deverão ocorrer algumas reuniões durante a semana.
“Com o acordo agora em vigor, os mediadores facilitarão uma série de reuniões esta semana. Essas discussões prévias à implementação lançarão as bases para as negociações técnicas e a cerimónia oficial de assinatura.”
O primeiro-ministro paquistanês aproveitou ainda para agradecer ao Qatar, à Arábia Saudita e à Turquia pelo "esforço de mediação".
Os Estados Unidos entretanto já confirmaram a assinatura do acordo de paz. "Parabéns a todos! Por meio deste, autorizo a abertura sem restrições do estreito de Ormuz e, simultaneamente, a retirada imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios de todo o mundo, liguem os motores. Que o petróleo flua", escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.
Ao Wall Street Journal, Donald Trump já havia dito que planeava publicar "em breve" um comunicado sobre o acordo e adiantou que esse iria incluir um compromisso do lado iraniano em não obter armas nucleares e em reabrir o Estreito de Ormuz. Ao mesmo jornal acrescentou ainda que o acordo deveria ser assinado eletronicamente pelo próprio ou pelo vice-presidente, JD Vance.
Do lado iraniano ainda não houve qualquer tipo de confirmação.
A notícia surge depois de Donald Trump ter dito ao site Axios que esperava assinar um acordo de paz com o Irão ainda este domingo - o que não aconteceu. Mas admitiu: “Acho que eles querem que isso aconteça”, disse ao Wall Street Journal.
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