Os convidados que aceitarem fazer parte do Conselho da Paz e fizerem uma contribuição de um mil milhões de dólares podem garantir a sua adesão permanente.
O Conselho da Paz em Gaza faz parte do Plano para a Paz do presidente norte-americano já assinado pelo Hamas e por Israel e vai ser responsável pela gestão do enclave num momento transitório.
Donald Trump discursa sobre o Conselho da Paz em GazaFoto AP/Mark Schiefelbein
Originalmente, Trump iria liderar um pequeno grupo de líderes mundiais, no entanto o conceito parece ter mudado e alterou-se para algo muito mais abrangente, com o líder norte americano a convidar dezenas de nações e a insinuar que este grupo será responsável por mediar conflitos futuros, quase como um Conselho de Segurança da ONU.
A forma como o conselho vai funcionar ainda não foi divulgada, mas a Associated Press está a avançar que grande parte do poder estará nas mãos de Trump e que com uma contribuição de um mil milhões de dólares os vários países convidados podem garantir a sua adesão permanente.
Os vários líderes mundiais convidados receberam, na sexta-feira, uma carta onde Trump explica que pretende embarcar “numa nova abordagem ousada para resolver conflitos globais”. Quanto às suas ambições para o Conselho da Paz é referida “a necessidade de um organismo internacional de consolidação da paz, mais ágil e eficaz” uma vez que “uma paz duradoura” exige “a coragem de abandonar abordagens e instituições que falharam com muita frequência”, dando a ideia que se refere às instituições da ONU.
As despesas deste conselho serão financiadas por contribuições dos Estados-membros, que cumprem mandatos de três anos, os membros que pagarem “mais de um mil milhões de dólares americanos” no primeiro ano passam a ter assento permanente. Cabe a Trump convidar os membros, desempatar votações, decidir a frequência das reuniões e criar/dissolver entidades subsidiárias.
A Casa Branca referiu que vai existir também um conselho executivo que vai trabalhar para concretizar a visão do Conselho da Paz. Este órgão vai ser composto por membros como o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o CEO da Apollo Global Management, Marc Rowan, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o vice-conselheiro de segurança nacional norte-americano, Robert Gabriel.
Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Vietname, Cazaquistão, Hungria, Argentina e Bielorrússia já aceitaram o convite de Trump enquanto países como o Paraguai, Canadá, Egipto, Turquia, Rússia, Israel, Índia, Eslovénia e Tailândia também foram convidados. A União Europeia, através da Comissão Europeia, foi também incluída.
Em contracorrente, França já referiu que não está nos seus planos fazer parte do Conselho da Paz, especialmente tendo em conta o aumentar de tensões na Gronelândia. Dizemos “sim à implementação do plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, que apoiamos integralmente, mas não à criação de uma organização como a que foi apresentada, que substituiria as Nações Unidas”, disse o ministro das Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, esta terça-feira.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel também já confirmou que Portugal foi convidado e afirmou que ainda não existe uma decisão tomada, uma vez que é preciso consultar parceiros.
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