Antes da jornada em direção à Lua, os quatro astronautas da missão Artemis II acordaram dentro da cápsula Orion, passando o primeiro dia a orbitar a Terra.
A agência espacial norte-americana NASA deu esta quinta-feira ‘luz verde’ à tripulação da Artemis II, atualmente em órbita da Terra, para lançar a nave espacial rumo à Lua dentro de poucas horas.
Artemis IIAP
Após o lançamento na quarta-feira do primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos, o diretor de voo, Jeff Radigan, anunciou esta quinta-feira a partir do centro de controlo da missão, em Houston (sul), que "está tudo certo" para a sonda Orion realizar a operação, segundo a avaliação da NASA.
"Vamos avançar com isso e preparar-nos para a propulsão", afirmou o responsável, estando a partida agendada para as 23h49 GMT.
"Perfeito, Jeff, é ótimo ouvir isso", respondeu um dos membros da tripulação.
Antes da jornada em direção à Lua, os quatro astronautas da missão Artemis II acordaram dentro da cápsula Orion, passando o primeiro dia a orbitar a Terra.
A tripulação teve um período de descanso de quatro horas e meia antes de acordar para começar o primeiro dia completo no espaço, disse a agência norte-americana.
As verificações e manobras em órbita visaram garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos.
A sonda irá agora gerar o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, entre três a quatro dias, durante os quais se irão realizar mais testes e experiências científicas.
Com condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso já lançado pela NASA - levantou voo quarta-feira às 18h35 locais (22h35 GMT), com milhares de espetadores a festejarem nos arredores do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida.
Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.
Segundo a NASA, oito minutos após a descolagem a cápsula Orion separou-se, como planeado, dos imensos tanques do foguetão SLS, que a impulsionou para o espaço e a colocou em órbita da Terra.
Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.
Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.
As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.
A trajetória seguida pela Orion é a designada de "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.
A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.
Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.
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