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Nas eleições dos EUA não se vota só para as presidenciais

03 de novembro de 2020 às 21:39

Esqueça Biden e Trump por momentos. Há milhares de outros postos em jogo no dia 3, mais os referendos e as propostas locais. Há boletins de voto de várias páginas, dezenas de cruzes a pôr e os americanos têm de se orientar neste caos democrático.

Imagine que é eleitor no Texas. E que se uer informar sobre como vai ser o boletim de voto, quando chegar à urna a 3 de novembro, para fazer uma escolha consciente. Em primeiro lugar, o boletim depende do county (município) em que vive – o que quer dizer que há milhares de boletins diferentes. Mas vamos ao primeiro por ordem alfabética: Anderson. O seu boletim tem "apenas" 24 quadrados para preencher. Outro exemplo aleatório, também no Texas e apenas para se perceber que o anterior não foi um acaso estatístico: Wharton. O boletim aqui tem 27 escolhas. Votar demora, votar é exigente até para saber em que se vota. Porque vota-se em pessoas (para eleger o Presidente, a totalidade do congresso, um terço do Senado e variados cargos estaduais e locais), em referendos e alterações legislativas locais.

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