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Museus em França copiam Louvre e sobem preços para turistas de fora da UE

O aumento de 45% nos bilhetes deve afetar cerca de 2,2 dos mais de 8 milhões de visitantes anuais que visitam o Louvre.

A estratégia do Museu do Louvre, em Paris, de aumentar os preços dos bilhetes para visitantes de fora da União Europeia (UE) foi copiada por outros museus e atrações turísticas em França com o objetivo de equilibrar as contas.

Museu do Louvre
Museu do Louvre DR

O Louvre, o maior museu do mundo, anunciou na quinta-feira um aumento de 45% nos bilhetes para turistas que não sejam da União Europeia, Islândia, Liechtenstein ou Noruega, a partir de 01 de janeiro de 2026, que vão passar a pagar 32 euros, ou seja, mais dez euros.

O aumento de 45% nos bilhetes deve afetar cerca de 2,2 dos mais de 8 milhões de visitantes anuais que visitam o Louvre.

Um relatório divulgado pelo jornal francês Le Monde, e citado pela agência de notícias Efe, indica que com esta 'tática', o Louvre pretende aumentar em 20 milhões de euros da sua receita.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou há alguns meses que a subvenção pública para o Louvre iria ser reduzida em 7,3%, para 87,4 milhões, apesar do museu pretender avançar com reformas de envergadura.

A estratégia do aumento dos bilhetes do Louvre para os cidadãos de fora da União Europeia vai também ser replicada para as visitas ao Palácio de Versalhes, que custará 35 euros em época alta, ou seja, três euros a mais do que para os europeus.

Com estas novas tarifas, que entrarão em vigor em meados de janeiro próximo, Versalhes pretende aumentar as suas receitas em 9,2 milhões de euros.

O maior e mais visitado dos castelos do Loire, o de Chambord, também aderiu à tendência de cobrar tarifas específicas para visitantes de fora da Europa. O aumento do bilhete vai ser de 10 euros, passando para 31 euros, ficando em 21 euros para quem vier de um dos 27 países da União Europeia (UE), da Islândia, do Liechtenstein ou da Noruega.

Com esse aumento, deve arrecada 500 mil euros adicionais, já que apenas 10% dos seus visitantes vêm de fora da UE.

A partir do próximo ano, a famosa capela gótica Sainte-Chapelle custará 22 euros aos visitantes de fora da UE, seis euros a mais do que aos restantes.

Alguns sindicatos consideram exagerada a previsão de receitas suplementares e preveem crescimento da concorrência entre museus. Em vez de visitar vários, os turistas concentrar-se-ão em um ou dois, pelo que, no final, não gastarão mais.

O Ministério da Cultura, por outro lado, defende a iniciativa e garante que os preços continuam a estar em linha com os de outros museus do mundo. A título de exemplo, o Metropolitan de Nova Iorque (EUA) custa 30 dólares (cerca de 25,5 euros).

O ministério refere que muitos locais turísticos do mundo já cobram um preço mais elevado aos estrangeiros, como o Taj Mahal ou a Cidade Proibida de Pequim. Outros, como Machu Pichu, no Peru, fazem-no para limitar o número de visitantes, cujo aumento constante ameaça a sua sobrevivência.

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