Venda de bonecas sexuais infantis fez 20 detidos em França: o mais jovem tinha 20 anos e o mais velho 70. Enquanto uns aguardam julgamento, outros foram condenados a dois anos de prisão e obrigados a fazer tratamento psicológico.
O caso das bonecas sexuais infantis, vendidas em sites chineses, como a Shein, fez cerca de 20 detidos e entretanto já resultou em várias condenações em França, segundo o jornal Le Figaro. A 15 de dezembro, em Tarbes, um homem foi condenado a dois anos de prisão e obrigado a fazer um tratamento. Já a 2 de janeiro outro homem de 56 anos, apesar de ter afirmado num tribunal em Aix-en-Provence que não tinha "tendências pedófilas", acabou por ser condenado a seis meses de prisão e obrigado a utilizar uma pulseira eletrónica - anteriormente já havia sido condenado por agressão sexual. Enquanto isso, a 9 de janeiro, um terceiro homem foi condenado a 30 meses de prisão, Avesnes-sur-Helpe (Nord).
Protesto contra venda de bonecas sexuais infantis da Shein em frente à BHV MaraisFoto AP/Nicolas Garriga
Mas se por um lado já há condenados, por outro há quem ainda aguarde julgamento: é o caso de um homem de 66 anos, natural de Alta Sabóia, que esta quarta-feira será presente a um tribunal de Annency e que à semelhança dos outros réus enfrenta uma pena de cinco anos de prisão e uma multa de 75 mil euros, uma vez que a aquisição desse tipo de bonecas configura no país um crime de "divulgação de imagens ou representações de menores de natureza pornográfica". O mesmo acontece com um homem da Alsácia, que aguarda julgamento depois de em sua casa terem sido apreendidas 15 bonecas sexuais.
Entre os detidos, o mais jovem tinha cerca de 20 anos e o mais velho quase 70 anos e, segundo a Procuradoria de Paris, um terço dos indivíduos já era conhecido por crimes sexuais contra menores: é o caso do indivíduo de Saint-Étienne-du-Rouvray, onde em dezembro as autoridades descobriram em sua casa vídeos datados de 2024, nos quais cometia agressões sexuais contra uma mulher adulta e crianças.
O caso remonta ao início de outubro do ano passado, quando a Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Combate à Fraude (DGCCRF) recebeu diversas denúncias a alertar para a venda de bonecas com aparência infantil e de natureza pornográfica nos sites das gigantes chinesas Shein e AliExpress. A abertura de quatro investigações por parte da Procuradoria de Paris, assim como as operações levadas a cabo pelo Ministério Público para Menores, no mês seguinte, levaram à detenção de cerca de 20 pessoas em diversas cidades francesas. Destas detenções, apenas cinco pessoas foram colocadas em liberdade, uma vez que nas buscas às suas casas não foram encontradas quaisquer bonecas com aparência infantil e sexual.
As bonecas vendidas tinham entre 80 a 120 centímetros e correspondiam ao tamanho de crianças entre os 2 e 7 anos, e eram apresentadas em poses sugestivas com bonecos de peluche debaixo do braço. Após buscas a casas na Alsácia, as autoridades descobriram que algumas bonecas continham orifícios vaginais e orais, segundo explicou o procurador de Mulhouse, Nicolas Heitz. O caso gerou uma onda de indignação, principalmente em França, onde foram registados protestos contra a abertura da primeira loja física da Shein, em Paris.
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