País avisa que considerará as bases norte-americanas na região como alvos legítimos.
O Irão informou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque, alertando que considerará as bases dos Estados Unidos (EUA) na região como alvos legítimos.
António Guterres, presidente da ONU Chalinee Thirasupa/Pool Photo via AP
Numa carta enviada ao português na quinta-feira, a Missão Permanente do Irão junto da ONU afirmou que a retórica do Presidente dos EUA, Donald Trump, "sinaliza um risco real de agressão militar", mas realçou que Teerão não procura iniciar uma guerra.
"Em caso de agressão militar contra o Irão, este responderá de forma decisiva e proporcional, de acordo com os princípios de autodefesa consagrados no artigo 51.º da Carta da ONU", escreveu o embaixador iraniano.
"Nestas circunstâncias, todas as bases, infraestruturas e ativos norte-americanos na região constituem alvos legítimos", acrescentou o diplomata.
Horas antes, Donald Trump afirmou que esperará 10 dias para alcançar um acordo com o Irão sobre o programa nuclear, avisando que, caso contrário, poderão ocorrer “coisas más”.
“Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias”, declarou Trump em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz.
Durante o encontro, o chefe de Estado norte-americano sublinhou ser necessário “chegar a um acordo significativo” com Teerão, acrescentando que, se tal não acontecer, o desfecho poderá ser mais difícil.
“Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente”, explicou Trump.
Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal caso Teerão ataque Israel.
“Se os ‘ayatollahs’ cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar”, declarou Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.
“Estamos preparados para qualquer cenário”, disse o primeiro-ministro israelita.
As declarações surgem num contexto de reforço do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente, com mobilização de meios navais e aéreos, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.
Segundo a cadeia televisiva CNN e o jornal The New York Times, os militares norte-americanos estarão preparados para lançar um ataque contra o Irão nos próximos dias, embora Trump ainda não tenha tomado uma decisão final sobre a autorização de uma eventual operação.
Os EUA e o Irão concluíram uma segunda ronda de negociações na terça-feira, na Suíça, sem uma aproximação entre os dois países.
A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, está a realizar manobras militares, que parecem ser uma demonstração de força, no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.
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