O primeiro-ministro considera que o ataque foi "uma violação absolutamente grosseira, injustificada, inaceitável dos direitos mais elementares do ser humano".
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quarta-feira que o Governo fará "tudo o que tiver de ser feito" para a responsabilização do ataque a uma ativista portuguesa na Cisjordânia, que considerou "um ato absolutamente hediondo".
Colonos israelitas na CisjordâniaAP
"Tudo o que tiver de ser feito para a responsabilização desse ato absolutamente hediondo, terá de ser feito. Não só por ser [uma cidadã] portuguesa, mas por se encontrar numa missão humanitária", afirmou o chefe do Governo, em resposta ao deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, durante o debate preparatório do Conselho Europeu, marcado para quinta e sexta-feira em Bruxelas.
Para Montenegro, o ataque foi "uma violação absolutamente grosseira, injustificada, inaceitável dos direitos mais elementares do ser humano".
O primeiro-ministro adiantou que a Embaixada portuguesa em Ramallah "acompanhou a situação" e a cidadã "foi retirada e encontra-se em segurança".
Uma portuguesa de 25 anos foi agredida e assaltada por colonos israelitas na Cisjordânia, na passada sexta-feira.
O deputado bloquista afirmou que a mulher foi sujeita a "uma hora de tortura, de roubo, de violência, de ameaça de morte" e questionou o primeiro-ministro se foram pedidos esclarecimentos ao embaixador israelita em Lisboa.
"Foram solicitadas garantias de que este grupo de 30 colonos vai ser levado à justiça ou mais uma vez este grupo de cidadãos, acusados pela ONU de serem agentes de limpeza étnica, vão passar impunes?", perguntou ainda.
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