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A falta de acesso a informações faz com que seja difícil saber o número de manifestantes que foram detidos ou morreram durante os protestos, que começaram a 28 de dezembro.
O filho do presidente do Irão pediu o fim das restrições à internet do país e defendeu que nada será resolvido ao adiar o momento em que fotos e vídeos dos protestos violentamente reprimidos pelo regime começam a circular.
Apelo à reposição da internet no IrãoAP Photo/Vahid Salemi
Yousef Pezeshkian, cujo pai Masoud Pezeshkian foi eleito no verão de 2024, considerou que manter o bloqueio digital vai criar mais insatisfação para com o governo: “Aqueles que não estavam e não estão insatisfeitos vão entrar para a lista”, escreveu no Telegram.
Yousef é também conselheiro do governo e referiu ainda que a divulgação dos vídeos que demonstram a violência da repressão “é algo que teremos de enfrentar mais cedo ou mais tarde”: “Desligar a internet não resolverá nada, apenas adiaremos o problema”.
A falta de acesso a informações faz com que seja difícil saber o número de manifestantes que foram detidos ou morreram durante os protestos, apesar de grupos pela defesa dos direitos humanos documentarem milhares de mortos. A Iran Human Rights, com sede na Noruega, avança que o número pode chegar aos 25 mil.
O Irão está a viver sob protestos desde 28 de dezembro, altura em que os comerciantes começaram a sair às ruas em Teerão para expressar a sua indignação contra o aumento do custo de vida e desvalorização da moeda local.
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