Eurogrupo tranquilo, BCE admite intervenções nos bancos de Itália

Cátia Andrea Costa 05 de dezembro de 2016

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, só se demite depois do Senado aprovar o Orçamento do Estado para 2017. Europa apela à calma, mas BCE admite que podem ser necessárias intervenções nos bancos

A Europa procurou manter a calma no rescaldo da vitória do "não" à reforma constitucional proposta pelo primeiro-ministro, Matteo Renzi, e que levou à saída do chefe de Governo italiano. Esta derrota pode reforçar a posição de partidos populistas como a Liga do Norte e o M5E, que defendem a realização de um referendo sobre a permanência de Itália na Zona Euro. Mas Bruxelas distancia-se de qualquer possível crise.


"Não era sobre a Europa", disse o porta-voz da Comissão, Margaritis Schinas, questionado sobre se a vitória do "não" no referendo italiano poderia ser entendido como um voto "anti-UE". "Achamos que o referendo [em Itália] era sobre uma mudança na Constituição italiana, não sobre a Europa. A eleição presidencial na Áustria era sobre eleger um novo Presidente da República na Áustria, mas devo também dizer que a Europa esteve no centro de muitos dos debates durante a campanha eleitoral, designadamente os laços do país com a Europa, e acho que o resultado responde claramente à forma como os austríacos querem ver o país relacionado com a Europa", declarou.


"Não há razão para falar de crise"
A situação de Itália foi um dos temas centrais da reunião do Eurogrupo – e a ideia de ser necessário manter a calma voltou a ser frisada. "Até agora os mercados reagiram com muita calma. Ainda é cedo para o dizer, mas não parece que venham a ser precisas medidas agentes", disse o presidente, Jeroen Dijsselbloem.

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