A empresa estatal sancionada é proprietária de terrenos destinados ao armazenamento de combustíveis que uma empresa importadora pretende alugar.
O Governo norte-americano impôs esta quinta-feira sanções à petrolífera estatal Unión Cuba-Petróleo (CUPET), dedicada à extração, refinação e produção de petróleo na ilha e que Washington alega ter ativos essenciais "expropriados ilegalmente a proprietários norte-americanos".
Petrolífera em CubaFoto AP/Desmond Boylan
A empresa foi incluída na lista do OFAC (Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros dos EUA) do Departamento do Tesouro, que amplia a lista de entidades governamentais e responsáveis cubanos sancionados, incluindo o Presidente, Miguel Díaz-Canel.
A empresa estatal sancionada é proprietária de terrenos destinados ao armazenamento de combustíveis que uma empresa importadora pretende alugar, em negociações com a entidade Vanguard Energy, sediada na Flórida, para exportar petróleo bruto para a ilha, segundo meios de comunicação internacionais.
Na quarta-feira, o Departamento de Estado norte-americano reagiu a estas informações e negou ter concedido uma licença à Vanguard Energy que contornasse o bloqueio imposto pelo Presidente, Donald Trump, desde janeiro, para impedir que petróleo estrangeiro chegasse à ilha.
"Tal como todos os recursos da ilha, a energia tem sido utilizada há muito tempo pelo governo comunista de Cuba como uma arma, tanto para fins de repressão como para alimentar a cleptocracia do regime em benefício próprio", declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Rubio voltou a atacar hoje a família Castro - do ex-líder Raúl Castro -, que também foi incluída na lista da última ronda de sanções de 04 de maio, que afetou o coronel Alejandro Castro Espín, filho de Raúl, Lis Cuesta Peraza, mulher de Díaz-Canel, e Manuel Anido Cuesta, enteado do Presidente, que reside em Madrid.
Além disso, as sanções atingiram Raúl Alejandro Castro Calis, neto de Raúl Castro e filho de Alejandro Castro Espín.
Para Rubio, "os líderes comunistas de Cuba desviaram recursos energéticos para se enriquecerem" ao revender barris e a acumular reservas para as forças militares, de inteligência e repressivas.
As sanções implicam a proibição de realizar transações financeiras e comerciais com as pessoas e entidades designadas, cujos ativos sob jurisdição norte-americana ficam bloqueados.
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