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O Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos anunciou, na semana passada, cortes de 65 mil milhões de dólares. Esta semana teve de corrigir cinco das maiores poupanças porque a primeira informação estava errada.
Na semana passada o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês) dos EUA publicou,no seu site, uma "parede de recibos" onde comemorava as poupanças feitas ao diminuir contratos federais. No entanto, agora eliminou as cinco maiores "poupanças" da lista original.
REUTERS/Kevin Lamarque
No espaço de tempo entre as duas publicações vários meios de comunicação norte-americanos denunciaram erros na primeira lista. Porém, o departamento não deu qualquer justificação para a eliminação de rubricas, nem para como é que as "poupanças" já chegaram aos 65 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), na nova publicação feita ontem, terça-feira.
Em causa estava um corte num contrato de 8 mil milhões de dólares no serviço de Imigração e dos Estados Unidos. Só que esse é o valor de quase todo o orçamento da agência pelo que seria difícil apenas um contrato permitir essa poupança. Neste caso, a falha é proveniente de um erro anterior no banco de dados de contratação federal, mas vários especialistas consideraram que o serviço deveria ter chegado a essa conclusão.
Além disso, foram avançados três cortes de 655 milhões de dólares na Agência para o Desenvolvimento Internacional, que na verdade era apenas o mesmo corte anunciado três vezes. Ao que parece este erro também teve origem num mal-entendido sobre a maneira como os contratos governamentais funcionam, mas muitos especialistas afirmaram que seria muito difícil um único corte chegar aos 655 milhões. A realidade é que a nova lista apresenta um valor de poupança para a Agência para o Desenvolvimento Internacional muito menor: 18 milhões de euros.
Por fim, tinha sido inicialmente publicado um corte de 232 milhões de dólares na Administração da Segurança Social, mas, ao que parece esse é o valor referente a um grande contrato com a Leidos e o que o DOGE cancelou realmente foi apenas uma pequena parte do mesmo contrato: um projeto de 560 mil dólares que permitia aos utilizadores selecionar o seu género com uma cruz.
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, enviou uma declaração escrita aos meios de comunicação que não abordou o caso, mas assegura a importância da iniciativa de diminuição de custos.
A "parede de recibos" é a forma como o DOGE tem estado a documentar o seu trabalho e a torná-lo público, no entanto os erros presentes no documento e a falta de controlo que parece estar na base do mesmo têm levantado questões sobre o trabalho do departamento que tem como objetivo conseguir demissões em massa e cortes no funcionamento dos organismos centrais dos Estados Unidos.
Os meios de comunicação norte-americanos já denunciaram que alguns dos contratos cancelados esta semana, e anunciados no site do DOGE, também têm erros, como é o caso de um que permite o corte de 1,9 mil milhões no Departamento do Tesouro, que o The New York Times refere ter sido cancelado durante a administração de Biden.
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