O trabalhista disse esta segunda-feira ter aceitado "com elegância" a ideia de não ser a pessoa mais indicada para liderar o partido, numa declaração visivelmente emocionada.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou esta segunda-feira a sua demissão, depois de ter estado sob uma intensa pressão para se demitir.
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Keir Starmer emociona-se no momento em que anuncia demissão do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido
Numa comunicação feita ao país, Keir Starmer afirmou que já informou o rei da sua decisão e disse aceitar com "elegância" a ideia de não ser a pessoa mais indicada para liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições. "A questão que o meu partido está a colocar agora é se sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu partido a essa pergunta e aceito-a de bom grado".
Keir Starmer considerou, no entanto, que todas as decisões que tomou "foram pensadas para colocar o país que amo em primeiro lugar. É por isso que renunciarei à liderança do Partido Trabalhista", anunciou. "Conversei com sua majestade, o rei, esta manhã para informá-lo da minha decisão."
Starmer disse ainda que ter-se tornado primeiro-ministro há dois anos foi o maior momento de orgulho da sua vida. "Provámos que as pessoas estavam erradas porque mudámos o nosso partido, erradicando o veneno do antissemitismo, restaurando a confiança na economia, na defesa e na segurança nacional, e tornando-nos um partido que mais uma vez se posicionou orgulhosamente ao lado de Deus diante da nossa bandeira nacional", declarou.
A informação de que uma possível demissão estaria a caminho já havia sido avançada pelo jornal Observer, que noticiou que Starmer ia "definir um calendário para a sua saída" na segunda-feira.
Confrontado pela Sky News e a BBC, o ministro da Economia, Peter Kyle, não desmentiu o sucedido e confirmou até que o primeiro-ministro havia consultado uma série de pessoas nos últimos dias. Disse também que Starmer estava a "refletir sobre as realidades políticas, os desafios e as oportunidades em que se confronta". Hoje, o primeiro-ministro britânico anunciou então a sua demissão.
O processo de demissão pode agora levar algumas semanas ou até mesmo meses até que seja finalizado.
Os candidatos à sucessão terão agora de ter o apoio de pelo menos 20% do grupo parlamentar, ou seja, de 81 deputados entre os atuais 403. Para já, Andy Burnham é apontado pelos analistas como o favorito à sucessão, mas há também outros candidatos. O antigo ministro da Saúde, Wes Streeting, por exemplo, já declarou a intenção de concorrer.
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