Família de Fanny Magalhães vivia com ela na pequena comunidade de Crans-Montana.
Está confirmada a morte de Fanny Magalhães, a jovem de 22 anos desaparecida na Suíça após o incêndio em Crans-Montana. O Estado português e as autoridades suíças já apresentaram condolências à família, diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) em comunicado. Segundo apurou o CM, a jovem estava incontactável desde a tragédia e amigos e familiares faziam partilhas na internet para que a tentassem encontrar. O carro de Fanny mantinha-se estacionado junto ao bar onde se deu o incêndio.
Homenagem a Fanny, professora desaparecida no incêndio na Suíça, com votos de "Je t'aime fort".
DR
"O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fanny Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Cras Montana, Suíça", lê-se na nota emitida.
Sabe-se que a família de Fanny Magalhães, natural de Santa Maria da Feira, vivia com ela na pequena comunidade de Crans-Montana. Os pais têm um pequeno estabelecimento comercial junto à estância de esqui.
Em Crans-Montana, o ambiente é de consternação. Centenas de pessoas concentram-se junto ao local onde ainda há perícias da polícia a decorrer e são também centenas as flores e as velas que ali são colocadas. É uma forma de homenagear as vítimas e rezar pelos seus familiares. “No dia seguinte organizámo-nos e fizemos mais de 500 refeições. Trouxemos para as famílias, voluntários, equipas de socorro. Isto estava de facto impressionante”, conta outra portuguesa, que mora em Montana e que conhece algumas das vítimas. “As minhas filhas frequentavam o espaço. Por acaso não vieram naquela noite, mas conheço algumas famílias. Estamos todos devastados”, diz em lágrimas.
Portugal disponibilizou-se para ajudar e poderá receber jovens com queimaduras graves. No total, além dos 40 mortos, registaram-se 119 feridos, sendo que a maioria se encontra em estado grave.
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