Como os serviços secretos espanhóis detiveram Puigdemont

Como os serviços secretos espanhóis detiveram Puigdemont
Leonor Riso 26 de março de 2018

Sinalizadores e telemóveis: Espanha sabia desde o início onde o ex-líder catalão estava. Mas escolheu o país para o parar de propósito.

Eram 11h19 (10h19 em Portugal continental) quando Carles Puigdemont passou junto à cidade alemã de Schuby, a 50 quilómetros da fronteira entre a Dinamarca e a Alemanha. A essa hora, foi parado por agentes da polícia alemã que o detiveram a pedido de Espanha.

Desde Helsínquia, onde deu uma palestra na Universidade, que os serviços secretos espanhóis sabiam onde estava Puigdemont. No Renault Espace de matrícula belga onde seguia, tinha sido colocado um localizador. O próprio telemóvel do antigo presidente catalão "traiu-o": graças à geolocalização, era possível saber onde o dono se encontrava.

Estes sinalizadores de posição têm um tamanho menor ao de uma moeda, explica o jornal El Confidencial. É possível integrá-los em telemóveis, pulseiras ou outros objectos. Enviam sinais de onda curta, geralmente através de Bluetooth.

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