Cardeal George Pell continua a cumprir pena por pedofilia e Vaticano diz respeitar decisão

C.A.C. 21 de agosto de 2019

Recurso da defesa foi rejeita por uma votação de 2-1. Cardeal mantém que está "inocente".

O Supremo Tribunal do estado australiano de Victoria manteve, esta quarta-feira, a condenação do cardeal australiano George Pell a seis anos de prisão por pedofilia, rejeitando por uma votação de 2-1 o recurso da defesa. O procurador do Ministério Público considerou, no dia 6 junho, segundo dia de análise do recurso naquele tribunal apresentado pelo antigo "número três" do Vaticano, que a condenação de Pell por pedofilia "é incontestável".

Os advogados do arcebispo emérito de Melbourne e Sydney, de 77 anos, criticaram o veredicto do tribunal de primeira instância e uma das bases do recurso foi a alegação de que a decisão foi irracional, por se basear unicamente no testemunho de uma das vítimas. A outa vítima morreu em 2014, vítima de uma overdose de heroína, aos 31 anos, aparentemente sem fazer qualquer acusação de abuso. A lei estadual impede que as vítimas de agressão sexual sejam identificadas publicamente.

Para dois dois juízes, Anne Ferguson e Chris Maxwell, a justiça fez bem ao condenar o cardeal por cinco crimes de abuso sexual às duas crianças de um coro de uma catedral de Melbourne, há mais de 20 anos. "Em todas as inquirições, [o queixoso] revelou ser alguém que contava a verdade", disse Ferguson, citada pelo The Guardian. 

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