Ataques atingiram aeroportos, radares e sistemas de navegação.
Cerca de 20% da frota de 130 aviões de passageiros do Irão encontra-se fora de serviço devido aos danos provocados por bombardeamentos israelo-norte-americanos durante a guerra, indicou hoje fonte da aviação civil iraniana.
Aeronave americana decola após escala na base aérea dos EUA em Ramstein Thomas Frey/picture-alliance/dpa/AP Images
O subdirector da Aviação Civil, Hamidreza Sanaei, citado pela agência noticiosa ISNA, adiantou que os bombardeamentos atingiram também aeroportos, radares e sistemas de navegação.
"Estamos a avaliar os danos na frota, mas menos de 20% da frota ativa do país ficou completamente fora de serviço. Quinze aviões foram atingidos diretamente por mísseis", afirmou
Antes da guerra, iniciada a 28 de fevereiro, o Irão dispunha de cerca de 130 aviões de passageiros operacionais, salientou Sanaei, pelo que 20% da frota representa pelo menos 26 aeronaves, constituindo um impacto significativo na conectividade aérea do país.
Por essa razão, o responsável indicou que as equipas técnicas estão a trabalhar para reintegrar progressivamente alguns dos aviões danificados na rede de transporte.
O subdirector da Aviação Civil do Irão referiu que, além da frota, as infraestruturas também foram afetadas pelos ataques, que, denunciou, constituem uma violação das normas internacionais, por se tratarem de instalações destinadas exclusivamente ao transporte de passageiros e mercadorias.
"Aeroportos centrais do país, incluindo Mehrabad (em Teerão), foram atacados. Além disso, quatro torres de controlo e 12 radares foram atingidos diretamente por mísseis do inimigo e ficaram danificados", afirmou.
Apesar disso, as autoridades asseguraram que a maioria dos aeroportos pode operar e anunciaram mesmo quarta-feira que o primeiro voo partiria hoje de manhã do aeroporto de Mehrabad com destino à cidade nordeste de Mashhad, sobre o qual não foram divulgadas informações.
Além disso, no sábado, declararam a reabertura do espaço aéreo do leste do país e indicaram que as atividades seriam retomadas em seis aeródromos, apesar da fragilidade do cessar-fogo com os Estados Unidos e das tensões no estreito de Ormuz.
A situação do sector aéreo no Irão tem sido crítica nos últimos anos devido à escassez de aviões e de peças de substituição, agravada pelas sanções que dificultam a sua aquisição no exterior.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão.
Washington e Telavive justificaram o ataque militar ao Irão com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Washington e Teerão acordaram na noite de 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, período destinado a negociações, mediadas pelo Paquistão.
A poucas horas do término da trégua, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, na terça-feira à noite, o prolongamento do cessar-fogo até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.
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