Audiência decorre a portas fechadas mas será gravada. Já estão previstas audiências para maio, junho e julho.
Bill Gates vai ser ouvido a 10 de junho pelo comité do Congresso dos Estados Unidos, que investiga o caso Epstein, e o seu depoimento será gravado. A informação foi avançada esta terça-feira pela Agência France-Presse (AFP) que cita fonte próxima do caso, e confirmada pelo site Politico.
Bill Gates tem sido associado aos ficheiros de EpsteinAP
A audiência do multimilionário e cofundador da Microsoft ocorre depois de o comité ter enviado, a 3 de março, uma carta a solicitar o depoimento do mesmo. Ao que tudo indica, irá decorrer a portas fechadas e o objetivo será perceber quais os laços que Gates mantinha com o criminoso sexual.
“Embora nunca tenha testemunhado ou participado em qualquer conduta ilegal de Epstein, ele está ansioso para responder a todas as perguntas do comité e apoiar o seu importante trabalho”, esclareceu o porta-voz de Bill Gates citado pelo Politico.
Bill Gates tem sido alvo de um intenso escrutínio devido ao relacionamento que tinha com o criminoso sexual. Documentos divulgados em dezembro mostram que Gates jantou por diversas vezes com Epstein e levantam a hipótese de que o criminoso sexual estaria a tentar usar os seus conhecimentos financeiros para arrecadar fundos para causas de saúde. No entanto, não tendo isso acontecido, Gates disse ao PBS NewsHour, em 2021, que interrompeu todos os encontros com Epstein e chamou as reuniões de "um erro".
Além da audição de Bill Gates está agora também prevista a audiência de Ted Waitt, fundador da Gateway, que teve um relacionamento amoroso com Ghislaine Maxwell durante anos, a 30 de abril. Segundo uma fonte citada pelo Politico, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, também deverá comparecer perante o comité a 6 de maio. Tova Noel, o guarda prisional que disse ter sido a última pessoa a ver Epstein vivo, deverá ser ouvido a 18 de maio, e Lesley Groff, a assistente de longa data, prestará depoimento a 9 de junho.
Até ao momento, o comité já entrevistou o ex-procurador-geral Bill Bar, o ex-secretário do Trabalho Alex Acosta e Maxwell, que permanece presa. Também o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton foram questionados sobre a sua relação com Epstein.
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