O Governo britânico confirmou esta segunda-feira a interceção de um avião russo que se "aproximou repetidamente" do porta-aviões britânico HMS Prince of Wales quando navegava no Mar da Noruega, no âmbito de manobras da NATO.
Caça F-16 Fighting Falcon, em primeiro plano, escolta um caça russo Su-35, à esquerda, e um bombardeiro Tu-95 Bear Foto do Departamento de Defesa dos EUA
O Ministério da Defesa comunicou na rede social X que "uma aeronave de patrulha marítima russa do tipo 'Bear-F' se aproximou repetidamente" do porta-aviões na semana passada, que "operava no mar da Noruega no âmbito da operação 'Firecrest'".
"O 'Bear-F' sobrevoou a baixa altitude e perigosamente perto do HMS Prince of Wales, lançando um grande número de boias hidroacústicas muito perto do porta-aviões", afirmou.
O 'Bear-F' é um avião russo de vigilância marítima e de combate antissubmarino. As bóias hidroacústicas são sondas usadas para detetar a presença de submarinos.
"Esta atividade foi perigosa e pouco profissional", salientou.
Na sequência desta interação, "o avião russo foi intercetado e escoltado por dois caças F-35 britânicos do 'HMS Prince of Wales' até abandonar a zona".
As autoridades russas ainda não se pronunciaram sobre este incidente, que ocorreu a 02 de julho.
A mobilização do porta-aviões e dos navios que o acompanham insere-se no âmbito da operação "Sentinela do Ártico, da NATO, lançada em fevereiro para reforçar a segurança nesta região.
A iniciativa visava também apaziguar o presidente norte-americano, Donald Trump, e acalmar a crise entre os países europeus e os EUA relativamente à Gronelândia, face às ameaças de Washington de se apoderar da ilha pertencente à Dinamarca.
Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022 e o aumento das tensões entre a NATO e a Rússia, a Aliança reforçou consideravelmente a sua presença e vigilância no Atlântico Norte e na região do Ártico.
A presença de aviões e navios russos é detetada regularmente, como em março, quando caças noruegueses foram mobilizados várias vezes para identificar aeronaves russas, durante um exercício da NATO no extremo norte da Noruega.
Avião russo interceptado após manobra perigosa junto de porta-aviões britânico
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