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Agnès Callamard, a destemida nova líder da Amnistia Internacional

Ricardo Santos
Ricardo Santos 09 de abril de 2021 às 14:00

A Amnistia Internacional tem nova secretária-geral. Francesa, com 56 anos, neta de um membro da Resistência fuzilado durante a II Guerra Mundial, a até agora relatora especial da ONU, Agnès Callamard, tem uma carreira invejável na área dos direitos humanos e da liberdade de expressão. É persona non grata na Arábia Saudita e o presidente das Filipinas já lhe prometeu umas bofetadas.

Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional (AI) nomeada e anunciada a 29 de março, nasceu 21 anos depois de o avô León ser fuzilado por militares nazis, à porta de uma fundição. O exemplo familiar tem estado presente na vida desta francesa de 56 anos, até agora relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) para execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias. No âmbito das suas funções já teve que enfrentar, por exemplo, ameaças de morte vindas da Arábia Saudita ou de bofetadas por parte do presidente das Filipinas.

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