A situação de emergência alimentar está a multiplicar os casos de fome e há organizações internacionais a alertar que o pior ainda pode estar para vir. Israelitas negam que faltem alimentos e acusam o Hamas de manipular as imagens que chegam do território, mas impedem a entrada de jornalistas.
Há 10 anos, a divulgação da foto de um menino sírio morto numa praia de Bodrum, junto às águas do mar Egeu, na Turquia, não emocionou apenas o mundo. A imagem do pequeno Alan Kurdi, captada pela fotógrafa Nilüfer Demir, da agência de notícias turca Dogan, desencadeou uma onda de solidariedade global e levou Governos, como o alemão da então chanceler Angela Merkel, a flexibilizar temporariamente a entrada nas suas fronteiras de refugiados oriundos de países em guerra. A foto de Demir transformou os migrantes, geralmente vistos como “ameaça”, em “vítimas” da sua própria circunstância. Na altura, ninguém ousou admitir tratar-se de uma foto encenada, como aconteceu agora com Mohamed al-Matouq, a criança faminta na Faixa de Gaza, mostrada na primeira página de inúmeros jornais, sites e televisões por todo o planeta. Qual é a diferença, então, da imagem captada por Nilüfer Demir da feita pelo fotógrafo palestiniano Ahmed Jihad Ibrahim al-Arini, por coincidência distribuída pela agência Anatólia, também turca? A resposta é Benjamin Netanyahu.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.