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Familiares de reclusos portugueses na Venezuela estão preocupados e pedem ajuda ao Governo

SÁBADO 04 de janeiro de 2026 às 08:48

A SÁBADO teve acesso a uma carta enviada ao ministério dos Negócios Estrangeiros.

A por parte das forças norte-americanas e a mudança do regime político na Venezuela está a preocupar os familiares de reclusos portugueses no país, que temem possíveis violações dos direitos humanos. A SÁBADO sabe que Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, tem recebido pedidos de ajuda por parte de cidadãos portugueses, preocupados com a segurança de compatriotas detidos nas prisões venezuelanas.
Familiares de reclusos lusos na Venezuela pedem ajuda ao Governo portugueses AP
A SÁBADO teve acesso acesso a uma dessas cartas enviadas para o ministério e nela 'Joana' (nome fictício), que também contactou o Governo Regional da Madeira, alerta para a situação do pai 'Pedro', luso-venezuelano que se encontra detido em Caracas. "Não tem gozado de um processo judicial justo nem transparente, estando antes numa situação que exige atenção diplomática e proteção consular, dado o risco de violação dos seus direitos humanos e da sua segurança pessoal, sem expô-lo a perigos adicionais." 'Joana' recorda às autoridades portuguesas o "dever de proteção e amparo dos seus cidadãos, especialmente quando estes se encontram privados de liberdade no estrangeiro e em condições de elevada vulnerabilidade." Diz tratar-se de "um pedido claro e responsável de acompanhamento, defesa e solicitação diplomática, nos termos do direito internacional e das convenções consulares em vigor."  Sem especificar em que medida os direitos do pai poderiam ser colocados em causa neste novo contexto político, a filha do recluso recorda apenas que "neste momento, e com especial atenção ao futuro próximo, torna-se essencial que o Governo português esteja atento, presente e preparado para exercer o seu papel de proteção", caso a situação do pai "venha a exigir de forma mais direta o amparo da sua nacionalidade portuguesa." A finalizar, 'Joana' explica que o seu apelo "é feito com esperança, confiança nas instituições portuguesas e na convicção de que Portugal não esquece os seus cidadãos, mesmo quando as circunstâncias exigem discrição, cautela e ação diplomática silenciosa, mas eficaz." Com a saída de Nicolás Maduro do país - está em Nova Iorque com a mulher, onde vai responder a várias acusações, incluindo narcoterrorismo - Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão . “Vamos liderá-la com um grupo e vamos garantir que é governada em condições”, garantiu o presidente norte-americano.
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