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Edmundo González pede libertação de presos políticos e apoio a militares

05 de janeiro de 2026 às 09:53

O dirigente da oposição venezuelana, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024".

O dirigente da oposição venezuelana Edmundo González apelou às Forças Armadas do país para reconhecerem o resultado das eleições presidenciais no país de julho 2024, de que se diz vencedor, e à libertação de todos os presos políticos.
Edmundo González pede libertação de presos políticos e apoio a militares AP
"A normalização real do país só será possível quando se respeitar sem ambiguidades a vontade maioritária expressa pelo povo venezuelano” em 28 de julho de 2024 e quando "se libertarem todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas", disse Edmundo González, que encabeçou a lista da oposição ao regime de Nicolás Maduro nas eleições de 2024. Edmundo González Urrutia fez estas declarações num vídeo publicado na rede social X no domingo à noite, nas suas primeiras palavras públicas após a captura do Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pelos EUA, em Caracas, no sábado. "Este momento é um passo importante, mas não suficiente", disse Edmundo González sobre a queda de Maduro. O dirigente político venezuelano insistiu em que só com o reconhecimento do resultado eleitoral real de julho de 2024 e a libertação “imediata e sem condições” dos presos políticos civis e militares poderá iniciar-se "de maneira séria e responsável" um "verdadeiro processo de transição" na Venezuela. Edmundo González, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" às forças armadas e aos corpos de segurança do Estado, sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024". "Como chefe supremo [das Forças Armadas] lembro-lhes que a sua lealdade é com a Constituição, com o povo e com a República", disse, afirmando assim que se considera o vencedor das últimas eleições venezuelanas e o presidente eleito e legítimo do país. Edmundo González encabeçou a lista da oposição venezuelana e do movimento da hoje Nobel da Paz Maria Corina Machado nas eleições de 2024, cujos resultados oficiais - que deram nova vitória a Maduro - não foram reconhecidos também por toda a comunidade internacional, incluindo a União Europeia ou os EUA. "Quem usurpou o poder já não se encontra no país e enfrenta a justiça", o que "configura um novo cenário político", mas "não substitui as tarefas fundamentais" que os venezuelanos têm de pela frente, disse Edmundo González no vídeo publicado no X. O dirigente venezuelano insistiu em que o movimento político que integra tem hoje uma legitimidade que "provém do mandato popular e do apoio claro de milhões de venezuelanos" nas eleições de 2024. "Esse apoio é profundo, maioritário e sustentável e jamais será traído". acrescentou. Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. Sobre María Corina Machado, reconhecida como líder da oposição, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não "goza do apoio e respeito" necessários para governar o país. María Corina Machado “é uma mulher muito simpática, mas não inspira respeito", disse Trump, acrescentando que os EUA não tiveram nenhum contacto com a vencedora do Prémio Nobel da paz. Já María Corina Machado, defendeu que Edmundo González Urrutia deverá “assumir de imediato” o mandato presidencial, depois de os EUA terem capturado Nicolás Maduro. “Esta é a hora dos cidadãos. Quem arriscou tudo pela democracia no 28 de julho [de 2024]. Quem elegeu Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o mandato constitucional e ser reconhecido como comandante supremo das Forças Armadas” venezuelanas, afirmou María Corina, distinguida com o Nobel da Paz 2025, num comunicado divulgado nas redes sociais.
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