Cada vez mais ucranianos pedem um fim negociado para a guerra com a Rússia
O inquérito da Gallup foi divulgado no mesmo dia em que Kremlin anunciou que Putin se vai reunir com o homólogo norte-americano durante a próxima semana.
Depois de mais de três anos de guerra, o povo ucraniano está cada vez mais ansioso por um acordo que ponha fim à guerra contra a invasão por parte da Rússia. Ainda assim, os dados de um inquérito da Gallup publicado esta quinta-feira referem que apenas um quarto dos ucranianos espera que isso aconteça nos próximos doze meses.
Os dados agora avançados demonstram um grande contraste relativamente com os publicados em 2022, ano em que a guerra começou, altura em que a consultora norte-americana divulgou que cerca de três quartos dos ucranianos defendiam que o país deveria continuar a lutar até à vitória. Agora apenas cerca de 25% dos inquiridos mantém essa visão, e a diminuição do apoio à guerra foi sentido em todas as regiões e grupos demográficos.
Além disso cerca de sete em cada dez ucranianos considera que o país deveria tentar alcançar um acordo de cessar-fogo o mais rápido possível. No mês passado Zelensky voltou a afirmar que se encontra disponível para negociar com Putin, mas o líder russo recusou a proposta referindo que as exigências dos dois lados continuam muito distantes.
A Gallup inquiriu mil pessoas com 15 ou mais anos residentes na Ucrânia, mas alguns dos territórios sob ocupação russa, que representam cerca de 10% do território, foram excluídos devido às dificuldades de acesso.
Segundo a ONU a guerra já matou mais de doze mil civis ucranianos, além de dezenas de milhares de soldados que morreram, de ambos os países, que morreram na linha da frente.
O inquérito foi divulgado um dia antes de chegar ao fim o prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos para que a Rússia consiga progressos nas conversações de paz ou enfrente sanções económicas. O Kremlin anunciou esta quarta-feira que Putin se vai reunir com o homólogo norte-americano durante a próxima semana, apesar de ainda não existir uma data confirmada, também não foi explicado se este encontro coloca em pausa o prazo de Trump para o final da guerra.
A confirmar-se, este será o primeiro encontro entre os dois líderes desde o regresso de Trump à Casa Branca