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Acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia pode estar próximo, mas pontos fundamentais continuam de fora
A cedência de território, garantias de segurança e quando os combates devem cessar são as três questões centrais e nas quais os dois lados estão sob discórdia.
Os negociadores ucranianos e russos vão ter esta semana uma nova ronda de negociações, mediada pelos Estados Unidos, para tentarem quebrar o impasse que impede o fim do conflito em solo ucraniano.
ASSOCIATED PRESS
Território
A realidade é que passados quase quatro anos desde o início da guerra, a Rússia já não espera conseguir ocupar toda a Ucrânia, no entanto Putin mantém o objetivo de anexar, no mínimo, toda a região do Donbas, além de manter a posse da península da Crimeia. Moscovo propôs um acordo apelidado de Fórmula de Anchorage, no qual a Ucrânia teria de ceder toda a região do Donbas, incluindo zonas que neste momento não estão sob controlo russo. O Kremlin tem defendido que foi sob esta fórmula que Putin e Trump acordaram quando se reuniram no Alasca no ano passado. No entanto Kiev tem recusado por considerar que ceder território seria ilegal e extremamente impopular. Ainda assim Zelensky já afirmou estar preparado para considerar um cenário em que o Donbas seria desmilitarizado e designado como uma “zona económica livre”, mas teria de permanecer oficialmente como parte da Ucrânia, algo que a Rússia não considera suficiente. O presidente ucraniano tem defendido que qualquer decisão sobre o território terá de ser aprovada com um referendo à população, ou mesmo eleições nacionais. Após a última visita de Witkoff a Moscovo, o assessor de Putin reiterou que “não se pode esperar um acordo de longo prazo sem resolver a questão territorial” e insistiu novamente que as negociações dependem da possibilidade de obter a totalidade do Donbas. Na quarta-feira foi a vez do secretário de Estado americano, Marco Rubio, reconhecer o impasse sobre o Donbas: “É uma ponte que precisamos de atravessar. Ainda há um abismo, mas pelo menos conseguimos reduzir a lista de questões a uma central, e provavelmente será uma questão muito difícil”.Segurança
A Ucrânia encontra-se bastante preocupada com as garantias de segurança para o pós-guerra de forma a evitar que a Rússia lance outra invasão em grande escala. No início deste mês, o Reino Unido e a França concordaram em enviar tropas para a Ucrânia, assim que um acordo seja alcançado. Os Estados Unidos elogiaram o plano como sendo “o mais robusto já visto”, mas não avançaram com informações sobre se os Estados Unidos também vão defender a Ucrânia. Na terça-feira o Financial Times avançou que a administração Trump está a condicionar as garantias de segurança no pós-guerra à renúncia de território no Donbas, algo que a Casa Branca negou.Artigos Relacionados
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