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Influencer brasileiro inventou uma bebida alcoólica com "sabor energético", mas que não é energética. Está a fazer furor nas redes sociais. Jovens estão a comprar mas especialistas lembram os riscos.
Há uma nova bebida a ganhar destaque nas redes sociais, que apesar de ter "sabor energético", não inclui ingredientes energéticos na sua composição. A bebida alcoólica, da marca 'Mansão Baromba', foi lançada pelo influencer brasileiro Toguro, que tem perto de 10 milhões de seguidores na rede social Instagram, e diz ser "formado em Educação Física" e "proprietário de uma fábrica alcoólica".
O sucesso da bebida "sabor energético" nas redes sociais está em análiseYoutube
Neste momento, a nova bebida só está à venda no Brasil mas já gerou curiosidade e cobiça no resto do mundo. No site oficial, seis unidades da bebida Whisky + Combo são vendidas por R$94,90 (cerca de €14,90), e as opções variam entre gin, vodka e whisky.
Devido ao protagonismo que tem vindo a ganhar, a bebida tem sido analisada por vários utilizadores nas redes sociais, nomeadamente pelo Doutor Fran, que se apresenta "como o maior criador de conteúdo jurídico do Brasil". Num vídeo publicado no Instagram, o influencer brasileiro garantiu que o rótulo da nova bebida não contém nenhum ingrediente classificado como energético.
"Não tem taurina e não tem cafeína diretamente. No extrato de guaraná até tem cafeína, mas em valores bem menores do que a cafeína sintética", disse este analista, citado pelo jornal 'Gazeta de São Paulo'. A lista de ingredientes, avançada pelo jornal, inclui malte whisky, destilado alcoólico simples de malte, álcool etílico potável, extrato de guaraná, fermentado alcoólico de malte, extrato de carvalho, dextrose, glucose, sacarose, aroma idêntico ao natural de frutas, corantes e acidulantes e conservadores, regulador de acidez e água gaseificada.
Mas o facto de o produto não incluir componentes energéticos, não o torna mais saudável. "Não vejo vantagens, nem sentido. O álcool não é recomendado numa alimentação saudável. Não são essas componentes [energéticas] que são prejudiciais", diz à SÁBADO a nutricionista portuguesa Sónia Marcelo. Além disso, tratando-se de uma bebida açucarada, a especialista relembra que existe um risco acrescido para a saúde, em especial quando falamos de "crianças, grupos populacionais com patologias como a diabetes ou obesidade, e população mais envelhecida".
As bebidas energéticas são um perigo?
O produto brasileiro tornou-se conhecido numa altura em que as bebidas energéticas continuam a ser alvo de debate e surge como uma opção para quem prefere não consumir esses componentes. Por cá, a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) considera que o consumo pode envolver riscos. "Os perigos geralmente associados ao consumo das bebidas energéticas referem-se à cafeína e também à taurina e à glucuronolactona, cuja segurança, desde 1999, tem sido avaliada a nível Europeu pelo Comité Cientifico para Alimentação Humana (SCF) e depois pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA)", pode ler-se no site oficial.
"Devemos retirar energia de alimentos e gorduras de boa qualidade, como o abacate, os mirtilos e os brócolos", relembra Sónia Marcelo. No entanto, a especialista admite que, em determinadas fases, em que seja necessária mais energia, se possa recorrer a uma bebida energética. E acrescenta: "Não vejo mal nisso, o álcool é que não faz sentido".
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