Paula Cristina Roque: “Em Angola, governa-se nas sombras”

João Carlos Barradas 10 de novembro

João Lourenço conquista lealdades do mesmo modo que José Eduardo dos Santos, mas “não tem estratégia”. À espreita, avisa a investigadora, está uma crise social porque há fome como não se via desde a guerra civil.

A alta do petróleo oferece uma almofada de segurança ao MPLA para enfrentar as eleições. João Lourenço conta com os recursos de um Estado securitário, mas uma situação dramática de desigualdade e pobreza ameaça o regime, afirma a investigadora Paula Cristina Roque, que nasceu em Joanesburgo e, em 2017, doutorou-se em Oxford, com uma tese sobre os estados paralelos rebeldes da UNITA e do Movimento de Libertação do Sul do Sudão.

Escreveu agora Governing in the Shadows: Angola’s Securitized State (Governar nas sombras: o Estado securitário de Angola).

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