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Redução do desconto de ISP rende 200 milhões de euros

A receita prevista com o fim do imposto estava por anunciar pelo Governo, que dizia que dependeria do momento e da forma a fazê-lo.

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse que a redução parcial dos descontos sobre o ISP em dezembro vai render aos cofres do Estado 200 milhões de euros

Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento
Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento Rodrigo Antunes/ Lusa

"A reversão do desconto em ISP decidida no início de dezembro representa cerca de 200 milhões de euros em receita", afirmou o ministro no Parlamento nesta quarta-feira, 7 de janeiro, onde esteve a ser ouvido numa audição regimental na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. 

A receita prevista com o fim do imposto estava por anunciar pelo Governo, que dizia que dependeria do momento e da forma a fazê-lo, com , caso as Finanças optassem por eliminar a totalidade dos descontos a partir de 1 de janeiro deste ano. 

No entanto, não foi isso que aconteceu. , o Governo decidiu avançar com a "atualização das taxas unitárias do ISP sobre a gasolina e o gasóleo, promovendo a indispensável reversão gradual das medidas temporárias adotadas em sede do ISP" . 

A, com o executivo a garantir que o fim dos descontos, em vigor desde a escalada de preços energéticos após a invasão da Rússia à Ucrânia, em 2022, seria feita de forma a acompanhar as reduções no preço do petróleo, para que famílias e empresas não sentissem o fim do desconto nos preços de gasóleo e gasolina. 

Em dezembro, o executivo justificou a decisão de eliminar parte do desconto com as pressões de Bruxelas, que há mais de um ano andava a pressionar para o fim do desconto, que devia ter sido temporário e aplicado apenas durante o pico dos preços energéticos.