Moscovici quer um presidente que marque golos, seja ele Ronaldo ou Messi

Lusa 04 de dezembro de 2017
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"Desafios requerem uma liderança forte", afirmou comissário francês.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, defendeu à entrada para a reunião do Eurogrupo que o importante é que o presidente hoje eleito seja capaz de "marcar golos, seja ele Ronaldo, Messi, Griezmann ou Benzema".

Em declarações à entrada para a reunião do fórum de ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, na qual vai ser eleito o terceiro presidente do Eurogrupo -- entre Mário Centeno, o luxemburguês Pierre Gramegna, o eslovaco Peter Kazimir e a letã Dana Reizniece-Ozola -, Moscovici lembrou que, embora tenha lugar à mesa, "são os (19) ministros que vão votar", e garantiu que trabalhará "muito bem" com quem quer que seja eleito, ainda que admita ter uma "preferência pessoal", por Mário Centeno, ainda que sem a assumir.

O comissário francês disse não ser difícil adivinhar a sua "preferência pessoal", pois não é segredo a família política à qual pertence, a dos Socialistas Europeus, "e sabe-se que essa família política adoptou uma posição" (de apoio a Centeno, na reunião celebrada em Lisboa entre sexta-feira e sábado passados), mas vincou que o importante é que o Eurogrupo tenha um novo presidente tão eficaz quanto os dois anteriores.

Recordando que o Eurogrupo teve até agora dois presidentes, Jean-Claude Juncker e Jeroen Dijsselbloem, comentou que ambos têm "personalidades e estilos diferentes, mas ambos conseguiram marcar golos, para usar uma metáfora futebolística", e o importante é que assim continue, "seja com Ronaldo, Messi, ou Griezmann ou Benzema", afirmou, juntando às "estrelas" de Portugal e Argentina nomes de dois futebolistas seus compatriotas.

Há meses, o antigo ministro alemão Wolfgang Schäuble "baptizou" o ministro Centeno como "o Ronaldo do Ecofin", alcunha desde então muitas vezes utilizada nos corredores do Eurogrupo.

Pierre Moscovici preferiu enunciar aquelas que considera deverem ser as três grandes prioridades de quem for hoje eleito: aproveitar o bom momento que a zona euro atravessa para aprofundar a união económica e monetária; trabalhar com vista à conclusão atempada, no próximo verão, do programa de assistência à Grécia; promover a democratização e transparência do Eurogrupo.

"Estes desafios exigem uma liderança forte. Qualquer dos quatro candidatos -- e conheço-os a todos e gosto deles todos -- que vença a eleição de hoje pode contar com o meu forte apoio nos importantes meses que se seguem para a zona euro. E actuaremos como uma equipa, para fazer face aos desafios e discussões que nos esperam", declarou.

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