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Grok restringe criação de imagens com IA para todos os utilizadores

Diogo Barreto
Diogo Barreto 15 de janeiro de 2026 às 21:41
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Inteligência Artificial do X quer impedir a edição de imagens com pessoas sexualizadas.

Vai deixar de ser possível "despir" fotografias na rede social X. Todos os utilizadores da inteligência artificial desta plataforma, o Grok, viram ser limitadas as ferramentas de edição de imagens esta quarta-feira. A decisão surge depois de semanas de intensas críticas por parte dos reguladores globais, principalmente depois da plataforma ter permitido que menores .

Grok
Grok Silas Stein/picture-alliance/dpa/AP Images

Em biquíni despidas, em poses sexualizadas ou com ar de terem sido agredidas, foram produzidas milhares de imagens consideradas "degradantes" ou "ofensivas" de mulheres naquela rede social. Algumas delas eram até menores. Depois de críticas de líderes mundiais e de organizações de defesa das vítimas, a X detalhou as atualizações tecnológicas destinadas a mitigar o abuso da IA por parte dos utilizadores. “Tomámos medidas para remover conteúdos infratores de alta prioridade, incluindo material de abuso sexual infantil e nudez não consensual, aplicando as ações apropriadas contra contas que violem as nossas regras”, pode ler-se no comunicado. 

A empresa afirma também ter reportado às autoridades as contas que procurem materiais de exploração sexual infantil. “Esta restrição aplica-se a todos os utilizadores, incluindo os assinantes pagos", acrescenta. Anteriormente, o Grok permitia continuar a "despir" as fotografias a todos os que pagassem a subscrição. 

O Grok é uma ferramenta gratuita que permitia aos utilizadores carregar e editar fotos, atendendo a pedidos de utilizadores para editar imagens de pessoas e mostrá-las sem roupa, o que desencadeou uma forte onda de denúncias e reclamações.

"Tomámos nota das recentes alterações que o X anunciou para o Grok. Na realidade, limitar a geração e a edição de imagens aos assinantes pagantes não altera a nossa questão fundamental: sejam utilizadores pagantes ou sem assinatura, não queremos ver estas imagens. É tão simples quanto isso",, Thomas Regnier, na conferência de imprensa diária da instituição.

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