Governo avança com alterações ao regime dos veículos euro-modulares, permitindo a utilização de camiões ainda mais compridos que os atuais. Revisão visa alinhar as normas com as existentes em Espanha.
Os “gigaliners”, ou supercamiões, vão ficar ainda mais gigantes.
O Governo decidiu avançar com alterações ao regime dos veículos euro-modulares,
passando a permitir a circulação nas estradas nacionais de camiões ainda mais
compridos, mas também mais pesados, tal como os que são já utilizados no mercado
espanhol.
De acordo com o plano de
Mobilidade 2.0 aprovado em Conselho de Ministros, vão ser alargados os “limites
de comprimento e peso em vigor” para os supercamiões que podem circular no país.
O comprimento máximo destes veículos vai crescer em quase 7 metros (o
equivalente a praticamente dois utilitários).
Estes veículos pesados,
utilizados já por muitas empresas em Portugal, desde a Altri, para o transporte
de madeira, até à Autoeuropa, para escoar a produção de T-Roc a partir de Palmela,
têm, atualmente, 25,25 metros. Vão crescer para 32 metros, com um peso máximo de 72 toneladas (contra as 60 toneladas atuais).
Com a alteração dos limites é implementada também a
possibilidade de estes supercamiões fazerem transporte de matérias perigosas,
nomeadamente de combustíveis, mas em “percursos específicos” como para o Aeroporto
de Lisboa, nota o Executivo.
"O Aeroporto Humberto Delgado não tem pipeline - o Luís Vaz de Camões [o futuro aeroporto de Lisboa] terá -, sendo que todos os dias ao longo do ano é servido [de combustíveis] por 44 mil viagens para fornecerem jet fuel, gasolina e gasóleo", disse Miguel Pinto Luz. Com esta decisão, o ministro das Infraestruturas e Habitação diz que "podemos baixar para 22 mil" viagens. Isto numa infraestrutura que "vai ter de viver nos próximos 10 ou 12 anos".
A medida visa, de acordo com o Governo, “permitir ganhos em
eficiência económica e ambiental”. São dois efeitos que se complementam já que, reduzindo-se o número de viagens para o mesmo transporte, é possível diminuir os
custos das operações, ao mesmo tempo que se evita a emissão de mais gases
poluentes para a atmosfera fruto, entre outros, do menor consumo de combustível.
O Governo justifica igualmente esta alteração com a necessidade
de alinhar o regime vigente em Portugal “com o modelo implementado em Espanha”, o
que até agora limitava a utilização dos “gigaliners” espanhóis nas estradas
nacionais e deixava em desvantagem os supercamiões nacionais nas estradas do país
vizinho.
Gigaliners vão ficar maiores. Supercamiões podem chegar aos 32 metros
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