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A operadora ferroviária vai adquirir 12 automotoras para o serviço da alta velocidade e tem a opção de mais oito, num investimento estimado em 584 milhões de euros.
O Governo vai autorizar a CP a comprar um total de 20 automotoras para o
serviço da alta velocidade – 12 unidades mais oito de opção, cada uma com 500
lugares e capacidade para operar a uma velocidade máxima de 300 quilómetros por hora.
alta velocidade, ferrovia
De acordo com o plano Mobilidade 2.0 aprovado esta quinta-feira em Conselho
de Ministros, dedicado à ferrovia e à modernização do setor, o investimento
será de 584 milhões de euros, incluindo 45 milhões de euros para a criação de oficinas e equipamentos.
Em dezembro do ano passado Miguel Pinto Luz tinha anunciado que em janeiro
de 2026 o Governo iria decidir quantos comboios a CP compraria para o novo
serviço, não tendo na altura avançado números.
Em 2024, o ministro das Infraestruturas chegou a dizer no Parlamento que não
iriam ser comprados “tantos comboios quantos a CP queria" para a alta
velocidade, alegando então querer “privados nessa concorrência, tanto
portugueses como estrangeiros". Na altura, a operadora ferroviária pública
tinha a intenção de investir 520 milhões de euros na compra de 16 novos
comboios para esse serviço.
Agora, e no dia em que relançou o concurso para o troço Oiã-Soure da futura
linha de alta velocidade Lisboa-Porto – uma concessão a 30 anos que envolve um
investimento total de 2,4 mil milhões de euros –, o Governo diz que quer
preparar a CP para assumir uma posição dominante e que a empresa pública irá criar um novo operador dedicado a este segmento. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, Miguel Pinto Luz afirmou ainda a intenção de preparar a empresa pública para a operação internacional.
"Queremos garantir todas as condições necessárias e suficientes para a CP fazer em mercado aberto essa operação", razão pela qual "aprovamos hoje a aquisição de 20 automotoras", disse Pinto Luz, salientando o prazo de 48 meses para a entrega da primeira automotora. "Estamos a preparar a CP para se assumir com uma posição dominante neste mercado assim que as linhas estiverem concluídas", disse.
O Executivo diz ainda querer antecipar a compra das 153 automotoras para os serviços regionais e urbanos da CP, acelerando a entrega das 55 unidades regionais e 98 urbanas e passando a última
entrega de 2033 para 2031.
A CP já foi autorizada a exercer a opção de compra
de mais 36 unidades para estes serviços no âmbito do contrato de aquisição de
117 automotoras que foi assinado em outubro com o consórcio Alstom/DST, totalizando
assim os 153 comboios.
A primeira entrega está prevista para 2029, sendo que ao
investimento de 746 milhões de euros nos 117 comboios já contratados junta-se
agora um montante adicional de 318 milhões de euros com o exercício da
opção de compra de mais 36.
"Trata-se do maior investimento na aquisição de comboios jamais feito em Portugal, com o valor a atingir mais 1,6 mil milhões de euros - somando aos 746 milhões do contrato base das 117 automotoras os 318 milhões de euros agora aprovados para a antecipação da entrega, bem como os 584 milhões da alta velocidade", sublinhou o Ministério das Infraestruturas, salientando tratarem-se de 200 comboios novos. "A oferta é grande, a procura é enorme, e nós precisamos de reforçar", disse Miguel Pinto Luz.
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